sábado, 30 de maio de 2015

HOMENS SÃO DETIDOS APÓS CONFUSÃO NO CENTRO DA CIDADE DE JATAÚBA-PE
Imagem Ilustrativa

Na manhã desta sexta-feira (29), a Polícia Militar foi informada de que estaria acontecendo uma confusão entre dois homens na Rua da Liberdade, próximo a uma Agência da Caixa Econômica no Centro de Jataúba.
Imagem Ilustrativa

De acordo com o policiamento, ao chegar no local foi constatado que os dois homens identificados por José Dias de Sales, conhecido por “Zezinho” (38 anos) e Severino dos Ramos de Lima, conhecido por “Mirim” (45 anos) já tiveram problemas de agressão verbal e que, Severino teria destruído alguns materiais de José Dias.

Os envolvidos foram encaminhados para a delegacia de polícia de Jataúba, onde ficaram a disposição do delegado de plantão para prestar esclarecimentos.


Ney Lima

 
POLICIAIS DA 4ª CPM APREENDERAM VÁRIAS ARMAS E MUNIÇÕES EM ÁGUAS BELAS-PE
De acordo com o Cap. André Cmt da 4ª CPM/9º BPM de Garanhuns, o mesmo recebeu informação que havia um indivíduo armado no Sítio Marias Pretas, zona rural de Águas Belas, no Agreste pernambucano. Diante das informações, foi montada uma Operação junto com Cap. PM André, Sgt. PM Maciel e Cb.

 PM Wagner e deu-se início as diligências em busca do suspeito, onde ao chegar à residência do denunciado, o mesmo tentou se livrar de uma bolsa contendo 05 munições calibre 28 e uma espingarda, cano curto, do mesmo calibre e sem numeração.

Ainda segundo o Oficial, diante do flagrante iniciou-se buscas mais minuciosas no local e foram encontrado os seguintes objetos:
04 Facões;
01 Faca Peixeira;
04 Punhais;
01 Alicate para Corte de Ferro;
01 Machadinha;
01 Lanterna tática;
01 Espingarda caseira Soca-soca;
03 Chapéis Camuflados;
01 Touca Ninja Preta tipo Balaclava;
01 Espingarda cano curto Cal. 28;
02 Placas de Veículos NVI-5141;
01 Smartfone Samsung;
01 Caixa Plástica com Espoletas, chumbo e pólvora;
16 Esferas de Aço tipo rolimã;
06 Cartuchos Cal. 28;

Diante da situação, o suspeito, Maurici Barbosa da Silva, de 44 anos, foi conduzido a Delegacia de Águas Belas, onde foi autuado em flagrante delito por Porte Ilegal de Armas.



Agreste Violento


TCE de Pernambuco julga ilegais contratações temporárias realizadas pela Prefeitura de Correntes-PE em 2013
TCE de Pernambuco julga ilegais contratações temporárias realizadas pela Prefeitura de Correntes em 2013
A Primeira Câmara do TCE julgou ilegais 221 temporárias realizadas pela Prefeitura de Correntes-PE, no exercício de 2013. 

O responsável pela municipalidade, no período, foi o prefeito Edmilson da Bahia Gomes. O relator do processo, que teve o seu voto aprovado unanimemente na Câmara de julgamento, foi o conselheiro Ranilson Ramos.

O Ministério Público de Contas esteve representado, na ocasião, pela procuradora Germana Laureano.

De acordo com a relatoria, as contratações relativas ao processo (TC 1303645-2) foram consideradas ilegais, já que a Prefeitura, no período, estava desenquadrada no limite de gastos com pessoal, conforme o estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal, que determina que os municípios podem comprometer no máximo 54% das receitas totais da municipalidade com pessoal. 
Desde o 3º quadrimestre de 2013, a Prefeitura estava extrapolando o percentual máximo de tais gastos, chegando a comprometer 59,51% das receitas totais com a folha de .

Por essas razões, as contratações foram julgadas ilegais e foram negados pelo TCE os seus respectivos registros.

A Sessão da Primeira Câmara foi dirigida pelo seu , conselheiro Ranilson Ramos.


Gerência de Jornalismo (GEJO)





PAISAGENS DE UMA CIDADE GRANDE
*Dr. Paulo Lima

Não sei se vocês já notaram, mas, vez por outra começo os meus escritos numa espécie de diálogo. É que, deste modo, tenho a sensação que ficamos mais próximos, posto que poucos são os que converso ao vivo, vez por outra e não, através de uma folha de papel. Seria muito bom se todos pudéssemos ter uma convivência mais próxima, mas a distância, os afazeres, enfim, as contingências da vida não nos permitem.


Por isto mesmo, quando sinto necessidade converso com vocês através de uma folha de papel, como agora. Pois bem, dia desses precisei me deslocar da casa onde moro, aqui em Olinda, até o bairro dos Aflitos, para resolver um assunto de saúde. Há muito, a travessia entre a "Marin dos Caetés" e a "Veneza Brasileira" tornou-se uma verdadeira "via crucis", por conta do trânsito, que, a cada dia que passa se torna mais intenso e agressivo.

 Não é fácil, mesmo porque sabemos que a cada dia que passa esta praga da modernidade, que alguém achou por bem dar o nome de automóvel, está expulsando das ruas as pessoas, posto que até caminhar pelas calçadas se torna temerário frente o perigo de ser atropelado por um condutor menos atento, ou apressado. 

 Até em cidades como a nossa "Princesa do Agreste", agora mais conhecida como a "Capital do Forró", ou mesmo a "Capital da Sulanca" ou algumas de suas vizinhas, de menor porte, como minhas cidades, Vertentes e Taquaritinga do Norte, antes até certo ponto tranquilas e bucólicas, já foram há algum tempo invadidas pelas tais máquinas da modernidade. São os tempos, diriam vocês. Pois é. Mas, voltemos ao que interessa.

Ao chegar ao bairro do Espinheiro tive que diminuir ainda mais a velocidade do meu carro, em razão do trânsito, e de repente comecei a perceber como nos últimos tempos a paisagem destas duas cidades mudou. Olinda nem tanto, mas principalmente o Recife, e se alguém for alçado a uma altura razoável daquele amontoado de edifícios, vai ter a nítida sensação de que nossas cidades foram como que espetadas por estacas, tal qual uma tábua de pirulitos. 

Será que alguém ainda vende pirulitos por aí? Faz anos que não vejo um vendedor de pirulitos... Como o meu carro estava praticamente parado olhei para o alto e lá estavam eles, os edifícios- alguns com fachadas interessantes, mas, a maioria deles, nem tanto - pontilhados por minúsculas janelas que mal dão para uma pessoa se espremer. Numa delas vi um senhor de aproximadamente 75 anos, com olhar fixo, sem brilho, dirigido para adiante, e fiquei a pensar: o que estaria vendo aquele senhor de olhar distante, já que a sua visão não pode atravessar aqueles paredões de concreto? Estaria ele a sonhar? Certamente não.

Deve ser muito triste a gente morar numa dessas "casinhas de pombos", após a chegada da velhice, aprisionado entre quatro paredes e não tendo, sequer, o que visualizar além de tantos outros edifícios a empatar a nossa vista e fico a pensar como é bom morar numa casinha no mato, distante de tudo isso. Sim, pois nem mais nossas cidades interioranas estão livres desta paisagem, pois Caruaru, por exemplo, já começa a ser espetada... É o progresso, diriam vocês.

Finalmente cheguei ao meu destino, o bairro dos Aflitos. Estacionei o meu carro atrás da clinica médica e, ao descer, vi à minha direita um majestoso e imponente pé de cajá, carregadinho de frutas, algumas maduras caídas no chão, exalando aquele cheio gostoso que só sabe e sente quem nasceu e cresceu no interior. A árvore devia medir uns dez ou quinze metros de altura e, quanto ao seu tronco, se três pessoas se dessem às mãos certamente não o abraçariam totalmente.

 Parei um pouco e fiquei a olhar por alguns instantes aquela maravilha da natureza, quando de repente fui sacudido por um canto de um sabiá, que vinha de um manguezal, vejam vocês, e só aí pude perceber que estava às margens do Rio Capibaribe, o nosso "Rio das Capivaras", que nasce em terras agrestinas, mais precisamente na divisa de Poção e Jataúba- lá, quando o rio não está seco suas águas são límpidas - e vem desaguar justamente na nossa "Veneza Brasileira". 

Mas, ao olhar por entre os galhos e folhas dos manguezais pude perceber e ver, que, muito embora o rio serpenteie entre manguezais, numa paisagem relativamente bucólica, encontra-se cercado, mais adiante, por uma infinidade de paredões de concreto, e o líquido que escorre no seu leito tem a cor da morte e o odor de lama fétida e apodrecida, decorrente do envenenamento de suas águas ao longo dos anos, fruto da ação insensata do homem.

E fiquei a imaginar, que, se ao menos aquele velho senhor pudesse olhar para o rio, entrecortado pelo manguezal, e ouvir o canto de um sabiá ou de um bem-te-vi, o seu olhar não esbarraria num paredão de concreto e, quem sabe, até poderia sonhar...



*DR. PAULO ROBERTO DE LIMA é graduado em Filosofia pela Universidade Católica, bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Recife e advogado.


EX-PRESIDIÁRIO É ASSASSINADO EM SÃO DOMINGOS MUNICÍPIO DE BREJO DA MADRE DE DEUS-PE
O distrito de São Domingos registrou mais um crime de morte, deste vez a vítima foi o ex-presidiário Josenildo dos Santos “Nildinho” de 20 anos.
O mesmo foi assassinado na Travessa Amaro Pereira Muniz (nas casas de Alvo) na Roseira, segundo informações de populares a vítima estava sentada em sofá quando chegou um elemento desconhecido efetuou um disparo de arma de fogo que atingiu um dos olhos da vítima.
Nildinho morreu no local sem ter tempo de ser socorrido, o assassino fugiu com destino ignorado, a polícia foi acionada, fez os procedimentos e encaminhou o corpo para o IML da cidade de Caruaru.
O ex-presidiário era muito conhecido no mundo do crime além de ser considerado um elemento de alta periculosidade.
 Nildinho tinha uma extensa ficha criminal e respondia pelo menos por cinco homicídios que confessou após ser preso por polícias do 24] BPM de Santa Cruz do Capibaribe.
A Polícia Civil deu início as investigações e pede a quem souber alguma informação que leve ao paradeiro do assassino que ligue para o disque denuncia 81* 3719-4545.



 Patrulha do Agreste



Sabia que a posição como você dorme com a pessoa amada diz se o relacionamento vai dar certo?
Você sabia que é possível descobrir coisas a respeito de seu (sua) parceiro (a) e de seu relacionamento enquanto ele (a) dorme? A posição em que descansamos durante a noite diz muito sobre isso.

Avaliar a pessoa amada através das posições do sono pode ajudar a descobrir, por exemplo, quem “domina” no convívio.

Você provavelmente se surpreenderá com o que vai ver a seguir.

Confira:
1) O abismo


Posição como dormimos com pessoa amada pode dizer muito a respeito do relacionamento. Lista reúne 10 diferentes delas que indicam como relação está indo.

É quando cada um dorme “para um lado”.

Quando isso ocorre frequentemente, pode indicar que algo de errado acontece no relacionamento.

2) O caranguejo
Quem dorme nessa posição (no caso da foto, o homem) é uma pessoa independente e necessita do próprio espaço.

A posição da mulher é da “conchinha”. Os opostos se atraem.

3) Telha
É um sinal de dominância do homem e devoção da mulher.

4) Sussurros no travesseiro
Esta posição é comum aos casais em início de relacionamento e nela ambos se olham sem contato físico considerável.

5) Hollywood
A mulher se encaixa no homem, virado para cima, e entrelaça suas pernas nas dele. Essa também é comum no início do relacionamento.

6) Nó do amor
Posição na qual o casal fica de frente um para o outro e as pernas se entrelaçam. Essa posição significa que o casal possui respeito mútuo e desejo íntimo latente.

7) Conchinha clássica
Essa posição mostra o instinto protetor do homem.

8) Conchinha reversa
Mostra a inversão dos papéis, onde o homem deseja ser cuidado, mostrando seu lado sensível.

9) Costas com costas
Posição de casais que gostam de dormir confortavelmente, mas com proximidade.

10) Lutador solitário
Posição de um casal que precisa de espaço e também de um sono reconfortante, mas que pode se tocar estrategicamente.

Os que dormem assim provavelmente envelhecerão juntos.



Fonte: Não Acredito

  
RECORDAR E VIVER, ETERNO LUIZ ''LULA'' GONZAGA, O GONZAGÃO REI DO BAIÃO 
Em 1983, vindo de mais uma maratona pelo território do semiárido devastado pela seca no Nordeste, fiz um pernoite em Salgueiro, a 530 km do Recife. Era uma tarde de sábado quente e o sol já se punha quando bati de frente na entrada do hotel com o cantor Luiz Gonzaga, que estava com show marcado no mesmo dia na cidade.

Fã de carteirinha de Gonzagão, só o conhecia pela televisão. Mas conhecia também a sua fama de, muitas vezes, ser duro no trato. Jornalistas que já haviam estado com ele me contavam tratar-se, sem meias palavras, de um chato. Criei coragem, no entanto, e enfrentei a fera.

Apresentei-me como correspondente do Diário de Pernambuco e de supetão quis saber se ele me dava uma entrevista.Ele olhou para mim, com rosto ainda imberbe, dando os primeiros passos na profissão, e como se não acreditasse no que eu falasse, sapecou: “Mas, você é jornalista mesmo, ainda cheirando a mijo?” E deu uma gargalhada.

Achei que havia perdido a minha primeira grande oportunidade de estar frente a frente com o rei, imaginando que só concedia entrevistas para jornalistas já celebrizados.
Observando que eu já estava com a ferramenta nas mãos – um velho gravador, daqueles que pesavam dois quilos, grande e fora de moda – acendeu a minha esperança: “Faço o seguinte, garoto, venha aqui de noite, depois das nove horas, porque agora estou cansado e preciso tirar uma soneca”.

Meia hora antes, já estava na recepção do hotel de plantão. Uma hora depois, chega Gonzagão de traje a rigor para o seu show, com gibão e chapéu de couro. “Senta aqui, garoto, pode perguntar o que você quiser, mas seja breve, porque o povo está me esperando para a festa”, disse, referindo-se ao show, que estava marcado para começar por volta das 23 horas, num clube da cidade.
Sapequei o gravador, Gonzaga foi se animando com a prosa, certamente por causa das minhas provocações sobre o seu papel para conciliar as famílias Alencar e Sampaio, que se guerreavam em Exu, sua terra natal, e a entrevista, fantástica, rendeu uma belíssima capa no caderno Viver, do DP, então editado pela competente jornalista Lêda Rivas.

Um ano antes, em 1982, quando os brasileiros voltavam às urnas para eleger governadores, 18 anos após o golpe militar, Gonzagão ajudou a acabar com uma disputa familiar do tempo do Brasil Colônia, que se transformou no maior símbolo das rixas de clãs na política nacional, deixando um saldo de mais de 40 mortos da década de 1940 ao início dos anos 80.
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O ódio moldou casas e hábitos, com fachadas de poucas janelas e portas fechadas o dia inteiro. O medo pairava no ar. A luta de Gonzaga pela pacificação era antiga, vinha da década de 70, quando foi aceito como mediador graças à sua fama e o seu sucesso como cantor no sul-maravilha. E mais do que isso, porque não tinha sangue Sampaio nem era considerado um Alencar das duas primeiras castas – dos nobres e dos intermediários.

Gonzagão soltou o verbo, se emocionou ao contar que dois anos antes, em 1981, surpreendeu o ex-vice presidente Aureliano Chaves no saguão de um hotel em Belo Horizonte ao tocar a música boiadeiro. Chaves, que tinha fazenda em Minas, foi cumprimentá-lo e o sanfoneiro pediu apoio para acabar com a luta de famílias.
Aureliano sensibilizou-se com a súplica do cantador e, pouco tempo depois do encontro, aproveitando um período que esteve no exercício da Presidência da República, decidiu decretar intervenção militar no município. Assim, por um ano e meio, a cidade teve um dos maiores efetivos policiais de Pernambuco.

Os bares não podiam funcionar depois das 22 horas e várias outras medidas de segurança foram tomadas. Para felicidade dos moradores, do mais popular dos exuenses e das próprias famílias envolvidas, que já demonstravam cansaço com o conflito insano, as medidas de segurança surtiram efeito e a cidade, finalmente, foi pacificada.
Um ano antes, a assinatura de um pacto de não-agressão, encomendado pelo cardeal arcebispo de Salvador, dom Avelar Brandão Vilela, não havia surtido o efeito desejado. “Foi com esta sanfona branca no peito e o chapéu de couro na cabeça que pedi a Aureliano uma intervenção federal no meu Exu”, recordou, ao longo da entrevista.

Marco Maciel, então governador de Pernambuco e antenado com Aureliano Chaves, atendeu o pedido e o major José Moura se encarregou de instaurar a tão sonhada trégua nas brigas. A intervenção durou até o início de 1983, quando José Peixoto de Alencar, que já havia sido eleito antes mesmo da intervenção, assumiu a Prefeitura.



Escrito por Magno Martins