terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Violência que cresce – Número de homicídios em Santa Cruz do Capibaribe em 2016 é maior em relação a 2015
Na tarde da última segunda-feira (02) foram divulgados diversos números relacionados ao aumento da violência, com destaque para os homicídios praticados em Santa Cruz do Capibaribe durante o ano de 2016.

Os números foram divulgados pelo investigador Marcelo Malhas, que integra o quadro de policiais civis no município.

De acordo com as informações, os números apontam um acréscimo de nove homicídios em relação ao ano de 2015. No ano passado, 54 pessoas foram assassinadas, número 20% maior em relação ao ano anterior, onde 45 pessoas morreram em decorrência da violência.

Dadas as proporções, os percentuais da violência foram maiores do que Caruaru por exemplo, que registrou um aumento de pouco mais de 6% em relação ao número de assassinatos.

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Número de latrocínios também cresceu no município - Outros dados preocupantes também foram divulgados pelo policial. O primeiro deles está relacionado ao percentual de mortes esclarecidas pela polícia.

De acordo com ele, dos 54 crimes de assassinatos, cerca de 40% deles foram solucionados pela Delegacia de Homicídios; números que, para o policial, ainda são insuficientes. O mesmo apontou o motivo para esse percentual.

“Isso ainda é pouco; mas dado o número reduzido de policiais, a gente ainda considera isso um resultado positivo” – disse.

O segundo está em relação aos crimes de latrocínio, que é o roubo seguido de morte. De acordo com o policial, mesmo sem expressar percentuais, os números ultrapassaram os registrados no ano anterior.

Marcelo Malhas – Foto: Arquivo.

“Infelizmente, aconteceu alguns casos em 2016. Foram mais do que o ano passado. São crimes de muito difícil solução, já que não existe uma motivação prévia. Orientamos o pessoal que não reajam nesses roubos praticados por criminosos que não tem nada a perder e que, por muito pouco, atiram nas suas vítimas” – pontuou.

Violência que não escolhe idade: Nas fotos abaixo, dois crimes de latrocínio que foram acompanhados pelo blog; o do idoso Edgar Henrique Ramos, de 81 anos, e do jovem Everson da Silva Batista, 20 anos.

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Outra dificuldade: Santa Cruz está sem delegado há quatro meses
Delegacia de Santa Cruz – Foto: Arquivo do Blog.

Outro ponto preocupante de acordo com o policial é que Santa Cruz está sem delegado titular há cerca de quatro meses. De acordo com o policial, o município vem sendo atendido por um delegado sediado na cidade de Caruaru e isso tem causado problemas aos trabalhos de investigação.

“Isso dificulta muito, mas muito mesmo, o trabalho como um todo. No entanto, conseguimos uma taxa de resolução (de homicídios) de 40% e, diante de todo o sacrifício, é considerado um número bom” – pontuou.
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O desabafo e indícios de sobrecarga de trabalho - O policial voltou a destacar a falta de um maior efetivo por parte da 21ª Delegacia de Homicídios e fez um desabafo perante a situação apresentada.

“Diante do quadro muito reduzido de policiais, diante de todas as dificuldades, isso é um número positivo. Imagine quatro policiais trabalhando com 54 homicídios, fora as tentativas e ainda agora o distrito de São Domingos, que está nas nossas costas. Quando se observa a dimensão desse trabalho, esse tanto de trabalho, e ainda se chega a uma taxa de elucidação dessa, pode se considerar isso um número positivo” – concluiu.


Ney Lima


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