domingo, 28 de maio de 2017

Audiência Pública revela falta de plano para consertar tubulações em cidades previstas para receber água de adutora
Na manhã da última sexta-feira (26) foi realizada uma audiência pública para tratar sobre a assinatura do convênio para a Adutora do Alto Capibaribe.
Orçada em R$ 70 milhões, as obras ainda não têm prazo para início (mas com prazo de entrega previsto para dezembro) porém a promessa é trazer água do Rio Paraíba a uma vazão de 450 litros por segundo, de modo a que sejam atendidas as cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Jataúba, Taquaritinga do Norte, Vertentes, Vertente do Lério, Frei Miguelinho e Riacho das Almas.
Na audiência, estiveram presentes prefeitos e vereadores dessas cidades, além de representantes e técnicos da Compesa e também do deputado estadual Diogo Moraes (PSB).
No evento, foram dados mais detalhes do projeto, que consistirá segundo os técnicos, de uma estação de bombeamento de água do Rio Paraíba para uma grande caixa de água e lá, por gravidade, ela descerá percorrerá o sistema de tubulação em torno de 51 km até as cidades contempladas.
 
“Serão atendidas cerca de 250 mil pessoas com esse projeto” – afirmou Roberto Tavares, presidente da Compesa. Os técnicos também afirmaram que a adutora de engate rápido que será utilizada pode fornecer água por até 10 anos para as cidades, desde que feitas as devidas manutenções e o prefeito Edson Vieira (PSDB) deu garantias ditas, segundo o mesmo, pelo Governo do Estado.
“Essa obra é uma parceria com o Governo Federal e o Governo do Estado, mas se houver algum problema com relação a liberação de recursos de Brasília, o estado vai garantir que esse trabalho continue” – disse.

Falta de um plano de ação para consertar tubulações antes que a água chegue
Um fato que chamou a atenção na audiência foi a ausência, por parte da Compesa, de um plano emergencial que possa viabilizar o conserto das tubulações nas cidades antes que a água possa chegar, com a conclusão das obras.
De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento do Ministério das Cidades, cerca de 37% de toda a água tratada pelas companhias de saneamento do país, a exemplo da Compesa, são desperdiçados em virtude de vazamentos em tubulações dessas distribuidoras de água.

Questionado sobre a possibilidade de se realizar o mapeamento e o conserto dessas redes, Roberto Tavares afirmou:

“É muito ruim quando temos uma rede antiga. Temos 172 municípios e vou te dizer com sinceridade: muito pior é não ter a água. Primeiro, temos que lutar para ter e, ao lutar para ter, temos que lutar por projetos como nós fizemos em parte da cidade de Jataúba. Não sei se temos um projeto assim para Santa Cruz e para se corrigir demora muito, mas as pessoas têm que ter acesso a água. É uma questão difícil” – disse.


Informações Blog do Ney Lima


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