sábado, 5 de agosto de 2017

Atual cenário de pré-candidaturas beneficia Paulo Câmara
O governador Paulo Câmara ostenta um elevado índice de rejeição perante os pernambucanos, mas ele não é um caso isolado, quase todos os governadores estão sentindo na pele o reflexo da crise econômica e política do país. Apesar da rejeição, não há nenhum outro nome favorito para a disputa em 2018, quando era naturalíssimo que pelo fato de o governador não ter boa avaliação, os seus opositores estivessem com elevadas intenções de voto.

Atualmente, além de Paulo Câmara, só existem duas pré-candidaturas colocadas, a do senador Armando Monteiro (PTB) e a da vereadora Marília Arraes (PT). Ambos marcharam juntos na eleição de 2014 vencida pelo atual governador. Agora tendem a disputar separadamente a eleição apostando num eventual segundo turno.

Numa pesquisa recente divulgada, Armando teria 23% de intenções de voto, Paulo Câmara 13% e Marilia 6%. Mendonça Filho apareceu com 12%, mas já deixou claro a interlocutores que almeja o Senado caso venha a ser candidato majoritário em 2018. É indiscutível que Paulo Câmara sentado na cadeira terá plenas condições de crescimento junto ao eleitorado, pois apesar da rejeição ao seu governo, não há um desgaste pessoal da figura do governador.

Ao passo que Paulo Câmara tende a crescer, Marília e Armando tendem a dividir votos. A candidatura de Marília é muito mais prejudicial a Armando do que a Paulo, uma vez que muitos eleitores do petebista votaram nele por causa da aliança com o PT. Esse eleitorado tende a migrar para o projeto solo de Marília, que dificilmente teria fôlego pra chegar ao segundo turno.

 O risco de Paulo Câmara surfar na divisão da oposição é grande, assim como também é alto o risco de Armando e Marília morrerem abraçados já no primeiro turno.

As candidaturas de Armando e Marília se configuram no melhor cenário para que o governador Paulo Câmara busque a sua reeleição com chances reais de vitória em 2018.


Informações Edmar Lyra


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