segunda-feira, 11 de setembro de 2017

 O que muda na região Mata Norte com o novo bloco das oposições em Pernambuco ?
Radar Mata Norte (10/09) – O que muda na região com o novo bloco das oposições em Pernambuco ?
Com a filiação do senador Fernando Bezerra Coelho ao PMDB, a Frente Popular recebe um duro golpe pois perderá o partido que possui um considerável tempo de televisão e ver o enfraquecimento de uma de suas maiores lideranças, o senador Jarbas Vasconcelos. No âmbito na zona da Mata Norte, está ação deverá causar uma mudança substancial nas correlações de forças políticas.

Este movimento liderado por FBC, vem crescendo junto as forças de oposição no Estado e também dentro do conjunto de forças que são aliadas ao governo. O G 4, como está sendo intitulado por alguns, é composto pelo próprio FBC, Bruno Araújo (PSDB), Mendonça (DEM) e o senador Armando Monteiro (PTB), sendo este último engolido pela articulação de FBC, ficando a reboque e tutelado por um político que está sendo alvo das investigações da lava jato.

O novo cenário político que está se desenhado no Estado terá reflexos diretamente em alguns municípios da Mata Norte, tendo a frente prefeitos pertencentes a essas legendas, dentre eles podemos citar Goiana, maior município da região e governado pelo pmdebista Osvaldinho, que embora seja muito ligado ao vice-governador Raul Henry e ao deputado Jarbas Vasconcelos não anda muito satisfeito com o Palácio.

Recentemente o ministro Fernando Filho (PSB, Minas e Energia) se reuniu com vários prefeitos e liderança se políticas da Mata Norte

Outra liderança da região que deverá marchar com o novo grupo é o ex-prefeito de Timbaúba e atual deputado federal Marinaldo Rosendo, que embora filiado ao PSB só espera a janela partidária para mudar para uma sigla ligada aos Coelhos.

Já em Itambé o Governo do Estado deverá ficar de olhos bem abertos com a prefeita de Itambé, dona Graça Carrazonni, que embora pertencente ao PDT, partido de Zé Queiroz, deve seguir a orientação do seu esposo, o ex-prefeito por seis vezes Fred Carrazzoni (PMDB) que possui ligação política com o deputado Marinaldo Rosendo.

Em Carpina, o governador Paulo Câmara conta com um importante apoio para sua reeleição, que é o prefeito Manuel Botafogo ( PDT). Mas vale lembrar que na última eleição o líder Carpinense não votou com Paulo Câmara impressionado com pesquisas da época. Vale destacar que em Carpina hoje existe uma oposição forte e organizada, onde posso destacar a pré-candidatura do jovem empresário e vereador do município Diogo Prado (PCdoB) que vem fazendo um movimento bom, contando inclusive com o apoio do ex-prefeito Joaquim Lapa (PTB) e de vários ex-vereadores. Não dar para saber se ainda é consistente ou só é apenas espuma, mais certamente não estarão no mesmo palanque do candidato de Botafogo.

Em Paudalho o prefeito Marcelo Gouveia (PSD) é uma grande incógnita. Muito ligado ao deputado federal Ricardo Teobaldo (Podemos), Marcelo tem sido muito estratégico e tem acenado para o governador com o discurso que se o governo fizer o que prometeu ele macha com a Frente Popular, caso contrário ele pode caminhar com a oposição. Recentemente o prefeito foi o anfitrião do filho de FBC, Fernando Bezerra Filho, em um jantar oferecido pelo mesmo no município de Carpina. Na ocasião Marcelo convidou todos os prefeitos da região para cicerionar o ministro.

Falando ainda sobre Paudalho, não está descartada a candidatura de Gustavo Gouveia, irmão do prefeito, para uma vaga na Alepe, onde o mesmo vem se movimentado bastante neste sentido.

Toda essa conjuntura analisada é objeto de uma avaliação momentânea, ela dependerá muito dos desdobramentos da operação lava-jato, considerando que alguns nomes citados, a exemplo do próprio FBC está sendo investigado.
O mapa geopolítico, poderá ainda sofrer alterações conforme estes movimentos, e possivelmente a reação do governo Paulo Câmara, que vale ressaltar, está deixando muito a desejar na área política.

O jogo não começou a ser jogado ainda, muitos atores serão importantes neste processo, uma coisa é o cenário com Lula candidato, outra coisa é o cenário sem o mesmo.

Como ficará o PT?

 Vai lançar candidatura própria ou apoiará a reeleição de Paulo Câmara ? 

Todos esses elementos serão fundamentais para uma melhor clareza de um cenário mais bem definido.

“Política é muito dinâmica, tudo muda em questão de minutos“.


Por Drailton Costa / Blog Ponto de Vista


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