segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A privatização da Arena Pernambuco 
Construída para ser sede da Copa do Mundo, a Arena Pernambuco teve seu cronograma de obras antecipado para sediar a Copa das Confederações em 2013, o que aumentou significativamente o custo da obra. O projeto Cidade da Copa não se materializou e hoje a Arena deixou de ser atrativa para os clubes pernambucanos por conta da ausência de mobilidade urbana que não foi realizada por falta de estrutura do estado em implementar tudo isso.

Ano após ano a Arena Pernambuco vem dando um grande prejuízo aos cofres públicos. A PPP executada com o Consórcio liderado pela Odebrecht foi coisa de pai pra filho, mas que o governador Paulo Câmara tomou a atitude acertada de ingressar na justiça para quebrar o contrato com a empreiteira e passou a assumir a gestão do empreendimento que ficou a cargo da secretaria de Turismo, Esporte e Lazer.

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No Brasil há um modelo de concessão que deu certo na construção de uma Arena, que é o Allianz Parque, do Palmeiras. O modelo de negócio permitiu ao clube paulista um estádio de primeiro mundo, sem um centavo de dinheiro público e está se mostrando rentável, pois saiu da lógica dos estádios superfaturados e mal geridos pelo setor público.

É possível que se discuta abertamente o processo de privatização da Arena Pernambuco, numa venda que tiraria dos cofres públicos a responsabilidade da manutenção do empreendimento, que ainda custa muito caro e segue dando prejuízo, bem como o valor de venda pudesse permitir uma folga no caixa do estado.

Vender a Arena é reconhecer que foi um tremendo equívoco construí-la, mais do que isso, é evitar que este equívoco siga sendo coberto às custas do povo pernambucano. Está mais do que na hora desse tema ser discutido pela sociedade pernambucana e que as autoridades tratem o assunto com a seriedade que ele merece.


Edmar Lira


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