quarta-feira, 11 de outubro de 2017

José Múcio tem novamente nome 
lembrado para o governo em 2018
Quando o cenário político está meio turvo, há sempre uma lembrança do nome do ministro do Tribunal de Contas da União José Múcio Monteiro para ser candidato a governador, foi assim em 2014 e para 2018 seu nome volta a ser cogitado nas coxias da política pernambucana. Isso se dá pelo fato de na eleição de 1986 ele ter enfrentado Miguel Arraes e realizado uma campanha diferenciada. Mesmo derrotado, Múcio virou uma espécie de sonho de consumo da classe política para ser governador.
Aos 69 anos de idade, com mais seis anos de mandato no TCU pela frente, José Múcio que foi deputado federal por cinco mandatos e ministro das Relações Institucionais de Lula, só entraria numa situação desta se fosse pule de dez. Seria em 2014 mas para não enfrentar o primo Armando Monteiro acabou abafando qualquer movimento que ensejasse numa candidatura. Em 2018 não seria diferente, só entraria no páreo se o governador Paulo Câmara desistisse da reeleição e fosse ser candidato a vice-presidente numa chapa presidencial.
Os entusiastas da candidatura de Múcio a governador já projetam uma chapa tendo João Paulo de vice-governador, Jarbas Vasconcelos e Ana Arraes de senadores numa articulação que passaria por um grande entendimento envolvendo não só os dois ministros do TCU, como também o ex-presidente Lula, o governador Paulo Câmara, a viúva de Eduardo, Renata Campos, e outras lideranças políticas diretamente ligadas ao Palácio do Campo das Princesas.
Apesar de não ser algo impossível de ocorrer, pois em política todos os cenários podem ser considerados, não se trata de uma construção fácil, a começar por José Múcio e Ana Arraes deixarem o céu chamado TCU para entrar no inferno das articulações políticas, passando pelo difícil argumento de que Paulo Câmara não ser candidato a reeleição e ainda assim o PSB lançar um nome e este nome sair vitorioso. Além do mais, 2018 está longe de se tratar de uma eleição de céu de brigadeiro para qualquer que seja o nome do PSB devido a fadiga material de 12 anos do partido em Pernambuco.
De todo modo, sonhar com José Múcio Monteiro sentado na cadeira de governador depois de uma brilhante trajetória política não custa nada aos amantes da boa política sempre praticada pelo ministro do TCU. O tempo vai dizer se isso pode virar fato ou se novamente não passará de um devaneio da classe política ligada ao Palácio do Campo das Princesas.
Informações Edmar Lyra
APOIO CULTURAL

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