domingo, 29 de outubro de 2017

O mergulho estratégico de Fernando Bezerra Coelho (PMDB)
Após sacudir a política pernambucana com as contundentes críticas ao governador Paulo Câmara, seu companheiro de chapa em 2014, o senador Fernando Bezerra Coelho anunciou saída do PSB e filiação ao PMDB, se juntando aos ministros de Michel Temer e ao senador Armando Monteiro contra Paulo Câmara.

Com a contraofensiva do Palácio e a briga judicial impetrada por Jarbas Vasconcelos e Raul Henry sobre o PMDB, Fernando Bezerra Coelho percebeu que não aguentaria ficar na chuva todos esses meses, ainda faltam onze meses para as eleições de 2018, e decidiu cadenciar o jogo, dando uma mergulhada estratégica no processo pré-eleitoral.

Político experiente, Fernando sabe que sendo a alternativa de poder a Paulo Câmara, ele se antecipando aos fatos estará recebendo uma onda de insatisfeitos com o governo que não foram prestigiados por Paulo Câmara. Mas tão logo ele fosse juntando a tropa, as cobranças aumentariam, e o mandato de senador, por mais articulado que seja o detentor, não se compara ao poderio de governador, e inexoravelmente FBC iria desagradar muita gente.

O sinal que ele pode ser candidato, que estará no palanque oposto a Paulo Câmara e que busca o comando do PMDB ele já deu. Já se colocou na disputa como pré-candidato, mas de nada adianta ligar o trator se tem uma estrada longa e ainda pouco combustível. É preciso ter prudência e cautela, até para não criar arestas com seus potenciais aliados. Mas uma coisa é óbvia: apesar do mergulho, Fernando enfrentará Paulo Câmara no ano que vem, só não será candidato se ficar inviabilizado, o que por tabela inviabilizaria também o ministro Fernando Filho.


Edmar Lira


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