segunda-feira, 30 de outubro de 2017

PSDB não tem força pra lançar candidato em 2018
Mais uma pesquisa foi divulgada no final de semana e constatou que o PSDB possui seus dois principais candidatos patinando na disputa de 2018. Tanto o governador de São Paulo Geraldo Alckmin quanto o prefeito João Doria possuem apenas um dígito nas pesquisas e apresentam muita fragilidade política e eleitoral para encontrar um discurso em 2018.

O PSDB apoia Michel Temer, tendo quatro ministros no seu governo, mas não conseguiu capitalizar os avanços do governo e ainda tem que dividir o ônus da rejeição do presidente. Num cenário como o que está se desenhando, o PSDB não terá como se descolar do governo Temer, então não restará caminho para o partido senão apoiar uma eventual candidatura do atual mandatário do Planalto a reeleição.

O partido não tem discurso em 2018 para lançar um candidato a presidente. Seu principal nome, o prefeito João Doria, acabou mergulhando num ostracismo jamais visto. Saiu de sensação da política brasileira para o posto de alguém que tem uma rejeição galopante e que o transforma num candidato extremamente frágil no ano que vem.

O governador Geraldo Alckmin, por sua vez, segue patinando nas pesquisas e não consegue ultrapassar as fronteiras de São Paulo. Apesar de fazer um governo exitoso no Palácio dos Bandeirantes, Alckmin segue rejeitado pelo povo brasileiro. As chances de o PSDB acabar abdicando de lançar candidato após sete eleições presidenciais aumentam a cada dia.

Apesar de o PT ter perdido o governo federal com o impeachment de Dilma Rousseff, o maior prejudicado com a saída dela foi o PSDB, que tem Aécio Neves correndo da prisão e Alckmin e Doria rejeitados pelo povo brasileiro. Há muito tempo o PSDB deixou de ser alternativa de poder no Brasil.

Negativo – Segundo levantamento encomendado pelo próprio partido, 98% das menções ao PSDB nas redes sociais são negativas, o que mostra uma ampla rejeição do povo brasileiro aos tucanos, que de acordo com a sondagem não elegerão o próximo presidente para 75% dos entrevistados. O partido também perde em engajamento nas redes sociais para Rede, PT, PCdoB e do PMDB de Michel Temer.


Edmar Lira


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