segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Fator financeiro pode pesar para uma aliança PT/PSB em 2018
Nas eleições de 2014, Armando Monteiro e Paulo Câmara gastaram, oficialmente, mais de R$ 40 milhões para suas respectivas campanhas. O governador declarou R$ 19,7 milhões de gastos, enquanto o senador atingiu R$ 24,5 milhões. Nas eleições de 2016, João Paulo foi candidato a prefeito do Recife, que é em tese uma campanha mais barata, e não contou com o apoio do PT para a postulação. Além de ter sido derrotado por Geraldo Julio, o petista saiu com débitos da campanha que até agora não foram sanados pelo PT nacional e por isso ele não quer nem ouvir em disputar eleição majoritária.

Para as eleições de 2018 são estimados algo em torno de R$ 15 milhões como o teto de gastos de um candidato a governador, e mesmo contando com o fundo eleitoral, a prioridade do PT é o projeto presidencial e a eleição de deputados federais para manter o espaço do partido tanto em tempo de televisão quanto em acesso ao fundo partidário e ao fundo eleitoral.

A pesquisa recentemente divulgada valorizou ainda mais o passe do PT para uma eventual aliança com o governador Paulo Câmara, uma vez que Marília Arraes vem se constituindo numa candidata extremamente competitiva. O PT sabe que Marília não pode fazer feio numa campanha, sobretudo para preservar a eleição proporcional dos seus próceres no estado, que são Humberto Costa, candidato a federal e João Paulo candidato a estadual, é fundamental um guia eleitoral organizado, material de campanha, etc, e tudo isso custa dinheiro. Em vez de o PT canalizar esforços para a proporcional, terá que destinar recursos para Marília Arraes, e num momento de vacas magras, o partido não pode rasgar dinheiro.

Sem grandes estruturas de poder, o PT cada vez mais depende da estrutura de Paulo Câmara não apenas para eleger seus proporcionais como também poder tocar a candidatura presidencial do PT no estado. A cada dia que se passa fica mais latente que o PT não tem outro caminho senão formalizar uma aliança com o governador Paulo Câmara já no primeiro turno, não por falta de viabilidade de Marília, mas sim por falta de estrutura que somente o governador poderá ofertar isso ao partido em 2018.


Edmar Lira


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