terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Michel Temer veste a roupa de candidato à reeleição 
Eleito vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff em 2010 e reeleito em 2014, Michel Temer assumiu a presidência da República em maio de 2016 com o impeachment de Dilma Rousseff.

Temer recebeu o país com crescimento negativo, inflação beirando dois dígitos e o desemprego nas alturas, com um ambiente conhecido pelos economistas por estagflação, que é raro na economia e mostra o quanto a situação do país estava em frangalhos.

Passados um ano e meio do governo Temer, a situação econômica do país é outra. A inflação atingiu o menor patamar desde que começou a ser contabilizada a inflação, o desemprego já sofreu significativa desaceleração com a criação de mais de um milhão de postos de trabalho.

Michel Temer conseguiu se manter no cargo de presidente mesmo depois de duas denúncias apresentadas pelo PGR Rodrigo Janot. Temer tinha apenas 3% de aprovação, num caso inédito no país, onde um presidente impopular venceu todas as votações importantes para o governo no Congresso Nacional.

Temer encerra 2017 e inicia 2018 com um cenário menos adverso do que chegou a enfrentar com as denúncias, e agora com as ações acertadas na economia, criou o ambiente necessário para se colocar como alternativa na disputa presidencial.

Sentado na cadeira de presidente, Michel Temer contará com a maior quantidade de partidos e consequentemente o maior tempo de televisão no guia eleitoral para defender o legado do seu governo. Uma chapa tendo como companheiro o ministro da Fazenda Henrique Meirelles, do PSD, garantiria a sinalização ao mercado que as diretrizes macroeconômicas seriam mantidas a partir de janeiro de 2019.

Caso se confirme a condenação de Lula em segunda instância e a sua inabilitação para o pleito, o quadro ficará completamente aberto, o que favorecerá ainda mais o crescimento de uma candidatura governista em 2018.

Não há nome melhor para defender o legado do seu governo do que o próprio Michel Temer que sabe como poucos os atalhos da política e do poder. Candidato ele tem tudo para ser, vencer a disputa só o tempo e a economia irão dizer.


Edmar Lira


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