terça-feira, 5 de dezembro de 2017

“Se for para atingir a mim e ao prefeito Edson Vieira, então eu seria a próxima” – afirma Jessyca Cavalcanti
Fala foi motivada pela anulação da portaria que colocava o professor Itamar Gláucio, esposo da vereadora, como diretor da escola Francelino Aragão

Na manhã desta terça-feira (05) a vereadora e líder do governo na Câmara, Jessyca Cavalcanti (PTC), participou ao vivo no programa Rádio Debate.

A vereadora falou sobre a polêmica em torno da anulação da portaria que colocava seu esposo, o professor Itamar Gláucio, no cargo de diretor da Escola Estadual Francelino Aragão.

A anulação da portaria que o nomeava diretor da escola citada foi ordenada pelo secretário estadual de Educação, Fred Amâncio que, de acordo com falas da vereadora, foi uma determinação do Governador Paulo Câmara (PSB).

“Se for para atingir, de fato, a mim e ao prefeito Edson Vieira, então eu seria a próxima (a sair) na Escola Dr. Adilson” – diz Jessyca

Jessyca foi questionada se a anulação da nomeação de Itamar como diretor poderia ser um ato de retaliação política pelo fato de a mesma se posicionar como aliada do prefeito Edson Vieira, que é rompido politicamente com o governador.

A vereadora citou que ficou sem entender a anulação, porém deixou no ar que, em caso de se tratar de uma retaliação a se manter ao lado do prefeito, seja ela o próximo alvo:

“Fico sem entender (a anulação da nomeação de Itamar), mas o que posso dizer é que sou de posição desde o começo que surgiu essas coisas aí (de divisão no grupo) e me coloco junto do prefeito Edson Vieira, junto do candidato que ele escolher e vamos fazer o trabalho numa perspectiva que: se for para atingir, de fato, a mim e ao prefeito Edson Vieira, então eu seria a próxima (a sair) na Escola Dr. Adilson, com a certeza de que o trabalho foi feito e que Itamar estava disposto a realizar um excelente trabalho na escola José Francelino. Ele retorna, neste momento, a ser meu adjunto no Dr. Adilson” – frisou.

A vereadora completou que não teme ser exonerada do cargo de gestora da Escola Estadual Dr. Adilson Bezerra (posto que ocupa desde 2005) já que, para ela, o trabalho desempenhado junto a escola iria além de uma questão política.

“Eu lamento, mas não tem forma de a gente apoiar o governo maior do que exercermos um bom trabalho nessas escolas que estamos inseridos. Não é a toa que a Educação de Pernambuco está em patamares de excelência, por conta do trabalho de profissionais que está além da política” – frisou.

Influência de Diogo Moraes? - Jessyca foi questionada também se essa possível retaliação quanto a anulação da nomeação de Itamar poderia ter influência do deputado estadual Diogo Moraes. Sobre a pergunta, ela disse:

“Não acredito; até na ligação que ele tem comigo, pelo carinho que tivemos durante todo o tempo de campanha, que nos aproximamos e isso não passa pela questão política. Diogo é uma pessoa que admiro, que quero bem e também a sua família. Acredito que não tem dedo dele” – pontuou.

E quanto as Eleições 2018? - Durante suas falas, Jessyca citou que não haveria problemas em pedir votos, mais uma vez, para Paulo Câmara, mas com uma condição:

“Meu grupo está com o governador de Edson Vieira” – concluiu.



Ney Lima

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