segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Mendonça e Armando afinados para as eleições 
O ano de 2002 foi a última eleição em que Armando Monteiro Neto e Mendonça Filho dividiram o mesmo palanque, quando Mendonça foi reeleito vice-governador e Armando se reelegeu deputado federal pela União por Pernambuco. Em 2004 Armando subiu no palanque de Joaquim Francisco, Mendonça no de Cadoca na disputa pela prefeitura do Recife. No ano de 2006, Mendonça tentou a reeleição para governador, enquanto Armando ensaiou uma candidatura, recuou para apoiar Humberto Costa e se elegeu deputado federal mais votado. No segundo turno, Armando optou por apoiar Eduardo Campos, que acabou derrotando Mendonça.

As eleições seguintes, 2008, 2010, 2012, 2014 e 2016 mantiveram em lados opostos o senador e o ministro da Educação, evidenciando um distanciamento de 12 anos entre ambos. Nas eleições de 2018, porém, eles caminham para formalizar uma aliança pois seguem bastante afinados. Mendonça comanda o DEM, enquanto Armando comanda o PTB e lidera uma frente pluripartidária composta por Avante, PRB e Podemos.

Armando é lembrado para disputar o governo, Mendonça está cotado para ser candidato a vice-presidente, porém enquanto a convocação nacional não chega, é fundamental que Mendonça materialize um palanque robusto em Pernambuco. No posto de ministro da Educação, Mendonça voltou ao jogo como um ator estratégico, o mesmo se diz de Armando que tem seu nome lembrado para disputar o governo.

No levantamento da Múltipla de janeiro, Armando apareceu com 20,5% das intenções de voto, já Mendonça tem 10,5%. O que evidencia um reconhecimento do eleitor pernambucano as suas respectivas atuações políticas. No cenário que estava posto, Armando Monteiro disputaria o governo, tendo Mendonça Filho como o dono de uma das vagas ao Senado, porém não está descartada a inversão de postos na chapa majoritária, tendo Mendonça disputando o governo, com Armando buscando a reeleição para o Senado.

De acordo com uma pessoa próxima do senador, Mendonça Filho é o único nome da oposição que o petebista considera apoiar para o governo caso busque a reeleição para o Senado, e Mendonça também só considera a hipótese de apoiar Armando, descartando qualquer outro nome da oposição. Uma coalizão formada por DEM, PTB, PRB, Podemos e Avante daria ao candidato um bom tempo de televisão e ainda haveria a possibilidade de chegada de mais dois partidos, como Solidariedade e PSDB a depender de alguns fatores, e garantiria uma boa competitividade a quem encabeçasse a chapa.

Em se confirmando a aliança de Armando Monteiro e Mendonça Filho, que está se desenhando a cada dia, a candidatura deste grupo ganha muita força para polarizar a disputa com o governador Paulo Câmara, que tentará a reeleição e manter a hegemonia de doze anos do PSB em outubro.


Informações da Assessoria de Comunicação

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