terça-feira, 13 de março de 2018

Duas candidaturas voltam ao radar da oposição
Passados dez dias do encontro em que foi anunciada a tese de uma única candidatura ao governo de Pernambuco lançada pela oposição, ainda há muitas dúvidas quanto a formalização desta tese, sobretudo porque existem duas pré-candidaturas postas que possuem características distintas que são a dos senadores Armando Monteiro e Fernando Bezerra Coelho, e há uma certa dificuldade para que o projeto seja unificado numa candidatura.

O que está presente nas avaliações é que uma única candidatura enfrentando a força da máquina de Paulo Câmara poderia preservar as chapas proporcionais mas dificultaria muito as chances de um projeto majoritário lograr êxito. O mano a mano tende a beneficiar quem disputa com a força da máquina, no caso Paulo Câmara.

Na conta das chapas proporcionais, mais do que eleger senadores, a oposição precisa renovar mandatos, porém existem pelo menos quatro nomes que aceitariam ir para o Senado no intuito de arriscar emplacar uma disputa majoritária, que seriam Silvio Costa, Daniel Coelho, João Lyra Neto e André Ferreira, que integra a base governista mas poderia disputar uma vaga de senador na oposição e teria boas chances num quadro de seis candidatos ao Senado.

Todos estes quatro candidatos a senador não teriam grandes prejuízos para as chapas proporcionais, uma vez que João Lyra segue em dúvidas se entra na disputa pra federal, Silvio Costa pretende ser candidato a senador já faz um bom tempo, André Ferreira tem uma boa retaguarda para arriscar mandato e Daniel Coelho se animou recentemente para entrar neste projeto majoritário.

Com as duas candidaturas de volta ao radar, a oposição repetiria a estratégia vitoriosa que levou Eduardo Campos ao Palácio do Campo das Princesas em 2006, além do mais quem perdesse para o Senado, em caso de vitória de um nome oposicionista para o governo, seria abrigado no secretariado de um governador eleito. A oposição começa a entender que as duas candidaturas ao governo são primordiais para tentar quebrar a hegemonia do PSB, pois qualquer que seja o candidato único a enfrentar Paulo Câmara terá mais chance de perder do que ganhar a disputa em outubro.


Edmar Lira


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