sexta-feira, 9 de março de 2018

Eleição presidencial pode mexer na composição dos palanques em Pernambuco 
Na semana passada a oposição formada por Armando Monteiro, Bruno Araújo, Fernando Bezerra Coelho e Mendonça Filho anunciou o lançamento de apenas uma candidatura a governador e tudo ficou sinalizado para que Armando, líder nas pesquisas de intenção de voto, fosse o candidato da oposição.

 Porém, a situação pode mudar de figura se por exemplo Geraldo Alckmin, Rodrigo Maia e Michel Temer forem todos candidatos em outubro, o que necessitaria que Bruno Araújo ou o próprio Armando representassem o palanque de Alckmin como candidato a governador, Mendonça Filho daria palanque a Maia e Fernando Bezerra ficaria com a incumbência de dar palanque a Temer, o que por consequência imediata desmancharia o acordo proposto pela oposição.

No campo governista não é diferente, o PSB nacional decidiu que não formalizará aliança com nenhum presidenciável deixando a critério dos estados as alianças que forem pertinentes a cada realidade local. Diante do exposto, um alinhamento automático entre PSB e PT que estava sendo costurado poderá ser inviabilizado, caso o PT entenda que é melhor para o seu candidato presidencial a apresentação de Marília Arraes. No PDT não é diferente, pois os Queiroz podem ser obrigados a forjar um palanque para Ciro Gomes na eventualidade de Paulo Câmara apoiar outro presidenciável.

Ainda ficam à mercê de uma situação nacional o desfecho do PSL, que certamente terá que lançar candidato a governador para fortalecer Jair Bolsonaro, e a Rede Sustentabilidade, que deverá lançar Julio Lossio para governador no objetivo de dar palanque a Marina Silva. A depender do cenário dos presidenciáveis, poderemos ter mais do que três palanques em Pernambuco e isso certamente mexerá não só na construção dos palanques como na formação das chapas proporcionais.

Em 2006, pouca gente lembra mas haviam as pré-candidaturas de Inocêncio Oliveira, Sergio Guerra e Armando Monteiro, que acabaram sendo retiradas em prol de Eduardo Campos, Mendonça Filho e Humberto Costa, respectivamente. E quando houve essa definição de palanques, ainda havia um ensaio de união entre Eduardo e Humberto já no primeiro turno, fato que não se materializou e o resto todo mundo sabe como terminou. Portanto, depois de findado o prazo de filiações no próximo dia 7 de abril, o quadro local pode ter algum tipo de definição e que possa ser diferente do que está pré-acordado entre os atores estratégicos.


Edmar Lira


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