quarta-feira, 14 de março de 2018

Mendonça Filho quer a revanche contra o PSB 
Nas eleições de 2006, depois de ocupar por sete anos e três meses a vice-governadoria, Mendonça Filho assumiu o governo de Pernambuco e tentou a reeleição representando a continuidade de um governo exitoso que foi o de Jarbas Vasconcelos. Apesar de ser apoiado por Jarbas, Mendonça viu suas chances de continuar no cargo de governador se esvaírem para as mãos de Eduardo Campos, que começou do zero e saiu vitorioso do processo.

Após aquela derrota, Mendonça vivenciou maus bocados na planície, pois foram mais duas derrotas para prefeito e acabou precisando se juntar ao PSB para poder ser eleito na penúltima vaga da Frente Popular em 2014. No governo Paulo Câmara, Mendonça só teve direito a indicar o presidente do Lafepe, até que ocorreu o impeachment de Dilma Rousseff e virou ministro exatamente na mesma data que o governador exigiu de volta os cargos do Lafepe por conta das eleições municipais.

Mendonça atualmente é considerado um dos melhores ministros de Michel Temer, e seu trabalho tem sido muito elogiado pelos prefeitos pernambucanos que têm lhe incentivado a entrar na disputa majoritária. Durante o Roda Viva, Mendonça disse que será candidato majoritário nas eleições deste ano, dizendo que pode ser candidato a governador ou a senador, mas alguns de seus aliados reconhecem sob reserva que o sonho dele é disputar novamente o Palácio do Campo das Princesas este ano e impor uma derrota ao PSB pagando com juros e correção monetária o que ele sofreu ao longo destes últimos doze anos.

O ministro já consultou aliados sobre uma candidatura a governador este ano, inclusive já tem equipe para o guia pré-escolhida, e o sentimento de seus aliados é de que deve entrar na disputa, porque outra oportunidade como esta de chegar ao Palácio do Campo das Princesas pelos seus próprios méritos ele não terá. Se de fato entrar na disputa e vencê-la, derrotando o PSB, Mendonça estará completando com chave de ouro a volta por cima que já conseguiu dar na política desde que deixou o Palácio do Campo das Princesas em 2007.


Edmar Lira


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