quinta-feira, 22 de março de 2018

Unidade da oposição está pacificada
Prestes a findar o prazo de filiação, a oposição ao governador Paulo Câmara pode contabilizar a aquisição de dois partidos que em tese estariam na Frente Popular. O primeiro foi o MDB, que deu ao senador Fernando Bezerra Coelho mais força política para a equação de 2018, e depois teve a consolidação da ida de Daniel Coelho para o PPS no sentido de ser o comandante em chefe do partido e consequentemente levá-lo para a oposição.

MDB, PTB, PSDB, DEM e PPS retiram partidos que em outra ocasião estavam na Frente Popular, como em 2014 quando Paulo representou uma aliança de 21 partidos. Nestas eleições a situação, pelo menos partidária modificou consideravelmente. A correlação de forças está mais equilibrada para as eleições deste ano.

Em termos políticos e eleitorais, Armando Monteiro, Fernando Bezerra Coelho, Mendonça Filho e Bruno Araújo, por todos terem seus respectivos partidos, surgem como os principais atores desta equação, com prevalência, evidentemente aos senadores Armando Monteiro e FBC, com uma sinalização muito clara de unidade entre todos eles no sentido de desbancar a hegemonia do PSB.

Se havia qualquer dúvida quanto a unidade oposicionista, essa dúvida não existe mais. Uma vez que o objetivo maior é derrotar o PSB, e será escolhido aquele que juntar as condições eleitorais e políticas para fazer o contraponto. A tese de candidatura única está encaminhada, mas dependendo do cenário nacional, não estaria descartada a estratégia de dois nomes para forçar um segundo turno e tentar derrotar o PSB em outubro depois de três eleições estaduais.


Edmar Lira


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