quarta-feira, 18 de abril de 2018

Chapão da oposição para estadual é mais frágil do que em 2014

Nas eleições de 2014 a oposição composta por PTB, PT, PDT, PSC, PRB e PTdoB atingiu 1.118.570 votos totais, elegendo onze deputados estaduais direto e um na sobra, totalizando 12 parlamentares para a Casa Joaquim Nabuco. Naquela ocasião o chapão da Frente Popular emplacou 26 deputados, o PP cinco, e as demais siglas ficaram com as seis vagas restantes.

Passados quatro anos, a situação da Frente Popular tende a reduzir significativamente a quantidade de cadeiras em relação ao pleito passado, porém as vagas diminuirão no chapão e ampliarão nas chapinhas que devem figurar em torno de Paulo Câmara, com destaque para as chapas lideradas por André Ferreira e Eduardo da Fonte, que juntos podem aproximar de 20 deputados eleitos. Mas em nenhum momento a oposição, composta hoje por PTB, PSDB, DEM, PV, PRTB, PRB, Podemos e Avante sinaliza viabilidade para passar de dez parlamentares para a Alepe.

Nas contas de uma eventual chapão, a situação da oposição mostra-se dificílima, uma vez que não existe nenhum puxador de votos como as chapas do PP que tem Cleiton Collins, do PSC que tem Guilherme Uchoa e Manoel Ferreira e a do PSB que tem Presbítero Adauto. O melhor nome da oposição hoje é Alvaro Porto que poderá passar de 60 mil votos, os demais figuram abaixo desta votação, fragilizando a luta por vagas na disputa.

A oposição tem de mandato que tentarão a reeleição Alvaro Porto, Socorro Pimentel, Julio Cavalcanti, Zé Humberto, Augusto Cesar e Priscila Krause, e como novatos João Paulo Costa, Alessandra Vieira, Gustavo Gouveia, Andrea Mendonça, Miguel Ricardo, Antonio Coelho, Romero Sales e os nomes que serão apresentados por Raquel Lyra e pela Igreja Universal, além de uma cauda e os votos de legenda.

Numa conta preliminar a oposição teria Alvaro Porto (60 mil), Antonio Coelho (55 mil), Socorro Pimentel (50 mil), Romero Sales (50 mil), Alessandra Vieira (45 mil), Priscila Krause (45 mil), Julio Cavalcanti (45 mil), Zé Humberto (45 mil), João Paulo Costa (45 mil), Andrea Mendonça (40 mil), Gustavo Gouveia (40 mil), Miguel Ricardo (35 mil), bem como os nomes de Raquel e da Universal que podem ter um pelo outro 100 mil votos, 50 mil votos de legenda e 100 mil votos de cauda.

Nesta conta a oposição atingiria 800 mil votos totais, num resultado que considerando um quociente eleitoral de 85 mil votos, atingiria nove parlamentares para a Casa Joaquim Nabuco. Este resultado além de ser aquém do atingido pelo chapão liderado por Armando Monteiro em 2014, daria um ponto de corte muito arriscado, uma vez que quem tivesse abaixo de 45 mil votos na oposição correria sério risco de não se eleger. Evidentemente que esta situação pode melhorar nos próximos meses, mas pelo panorama colocado é pouco provável que a oposição suplante as 12 vagas obtidas em 2014 pelo grupo que foi derrotado por Paulo Câmara.



Edmar Lira


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