segunda-feira, 2 de abril de 2018

Sem Jarbas na chapa, Paulo Câmara pode contemplar mais aliados
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Apontado até pouco tempo atrás como peça chave na chapa de reeleição do governador Paulo Câmara como candidato a uma das vagas para o Senado pela Frente Popular, o deputado federal Jarbas Vasconcelos já começa a ser visto por alguns líderes partidários como obstáculo para a consolidação de uma chapa que amplie o leque de alianças e contemple uma maior correlação de forças em torno do projeto de manutenção do PSB a frente do Poder Executivo Estadual.

Para um presidente de um partido da base, que prefere manter a sua identidade em sigilo, alçar Jarbas como candidato ao Senado inevitavelmente levaria à saída de Raul da vice e quebraria uma tradição onde historicamente o governador mantém o parceiro na chapa, a exemplo das reeleições vitoriosas do próprio Jarbas que preservou Mendonça Filho ao seu lado em 2002, como a de Eduardo Campos que escolheu por não substituir João Lyra em 2010.

Ainda para este aliado, a conservação de Raul Henry no posto de vice ofereceria ao governador uma série de vantagens, entre elas a de manter ao seu lado um quadro fiel, competente, e, sobretudo, discreto, além de possibilitar a Paulo Câmara a abertura de uma discussão mais ampla sobre o Senado com outros partidos, seja com aqueles já pertencentes ao grupo, ou até mesmo com os que hoje apresentam certo distanciamento da Frente Popular, já que desta forma estariam disponíveis duas vagas para serem negociadas.

Entre os partidos ávidos por indicar nomes para o Senado está o PDT com Zé Queiroz, PC do B com Luciana Santos, PP com Eduardo da Fonte, PROS com Antônio Souza ou até João Paulo, PSC com André Ferreira, PT com Humberto Costa, ou até mesmo o PSB, que tem nomes como Danilo Cabral, Antônio Figueira, Felipe Carreiras e Maurício Rands. A contemplação de dois nomes deste grupo só se dará com a exclusão de Jarbas da chapa majoritária.

Para alguns observadores políticos consultados pelo Blog, a manutenção de Jarbas como candidato a deputado federal é também vista como uma saída para fechar várias outras equações, entre elas está a de filia-lo ao PSB e garantir ao partido uma compensação em relação ao número de cadeiras que deverá perder em relação à eleição passada; trazer para o chapão um nome que pode servir como puxador de votos assim como o foi em 2014 e preservar Raul Henry de concorrer a uma eleição de deputado federal para a qual não está devidamente preparado.

Em uma disputa majoritária que dá indicativos de que o voto deverá ser disputado palmo a palmo, prezar pela ampliação do número de aliados parece ser a alternativa mais prudente para garantir um palanque forte, mesmo que o preço a ser pago por isso seja o de sacrificar um aliado como Jarbas.


Wellington Ribeiro / Blog Ponto de Vista


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