segunda-feira, 21 de maio de 2018

Editorial - Com direito a vaias para Humberto Costa, ato em prol de Marília Arraes expõe liderança crescente de um 'novo PT'
O Partido dos Trabalhadores em Pernambuco enfrentou nos últimos anos a mesma decadência por qual passou a cúpula nacional, exceto (em partes) o nome do ex-presidente Lula que apesar das crises, se manteve em crescimento e considerável aprovação. Por muitos denominado como o institucionalizador da corrupção, o partido sofreu baixas consideráveis nas eleições de 2016, situação que ficou muito evidente.
Em Pernambuco, a neta de Miguel Arraes, Marília Arraes, ingressou na sigla em um momento não tão favorável para o grupo, mas viu sua popularidade e apoio crescer de maneira avassaladora, em dados momentos sendo comparada a sua ascensão a de seu falecido primo, o ex-governador Eduardo Campos (PSB).
Neste domingo (20), durante ato no Clube Internacional do Recife, Marília Arraes viu do público presente em um evento em prol de sua candidatura a rejeição para com velhos e enigmáticos nomes do partido, a exemplo do senador Humberto Costa, que por resistir em apoiar o nome da vereadora na disputa estadual foi vaiado pelos militantes. Em discurso, o mesmo afirmou serem 'normais' tais manifestações de desaprovação.
A base petista observa com cautela o cenário nacional, mas no que diz respeito a Pernambuco, a maioria crê que só com Marília o partido vivenciará o seu renascimento triunfante. Mesmo assim, uma batalha pela aliança entre o PT e o PSB em Pernambuco é travada diariamente encabeçada pelas figuras de peso maior, inclusive Humberto Costa.
Marília também se utilizou do momento no Clube Internacional para voltar a defender a soltura e candidatura do ex-presidente Lula, reforçando que almeja ver os inimigos do mesmo o combatendo nas urnas.

Fábio Bezerra, Ernesto Maia e Furibinha


Por Bruno Muniz / Portal do Agreste



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