sexta-feira, 1 de junho de 2018

“Tenho sim mais condições porque quando se está presente, se escuta as pessoas” – afirma Alessandra Vieira (PSDB) sobre Diogo Moraes (PSB)
Na manhã desta quinta-feira (31) a pré-candidata a deputada estadual, Alessandra Vieira (PSDB) foi sabatinada no programa Rádio Debate, da Polo FM.

Ela foi questionada em vários pontos tais como propostas para a Assembleia Legislativa, apoios em outras cidades, os desafios da disputa, críticas de dissidentes de seu grupo e, inclusive, temas polêmicos tais como ter seu nome citado em denúncias contra o governo de seu marido, o prefeito Edson Vieira. Confira:

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Candidata a deputada estadual, mesmo sem experiência em outros cargos eletivos

“Eu digo que é possível sim, estou pronta para chegar na Alepe, para estar junto do povo e fazer pelas pessoas”
Nome citado em denúncias e manobra de aliados para evitar CPI em 2014

Alessandra foi questionada sobre como seria disputar o posto de deputada estadual tendo seu nome citado em algumas denúncias que ocorreram contra a gestão do prefeito Edson Vieira (seu marido) e que isso poderia ser usado pelos seus adversários.

Entre elas estavam o suposto uso de recursos públicos na realização de uma festa de aniversário particular por ela organizada em 17 de setembro de 2013, “Aniversário Solidário”, fato que gerou a possibilidade de criação de uma CPI na Câmara, a “CPI dos Eventos”.

A CPI foi engavetada graças a uma manobra feita pelo vereador Zé Minhoca em 08 de maio de 2014, que fez o pedido da CPI e depois o retirou, impedindo que o mesmo tema fosse proposto na mesma legislatura a época. A denúncia foi feita pelo produtor de eventos, Marcelo Fama.

“A festa de aniversário teve sim, mas não com recursos da prefeitura, até porque sempre fizemos festa e a cidade sempre sabe. Esse aniversário foi com recursos próprios e foi uma festa solidária, onde arrecadamos cestas básicas. Nem lembro dessa CPI e ele retirou foi porque ele viu que não houve provas. Até hoje, Marcelo Fama não mostrou provas de que se teve pagamento da prefeitura” – disse.

Questionada se o processo por calúnia e difamação, dito que seria aberto pelo prefeito Edson Vieira, teria ido adiante, ela disse:

“Não porque eu não gosto disso. Se eu fosse estar processando todas as pessoas que vieram falar de mim… Todo mundo me conhece e sabe de onde viemos. Não temos costume de estar nessas coisas” – frisou.

Alessandra também foi questionada sobre a denúncia feita por vereadores de oposição de que caminhões pipa, que deveriam abastecer serviços públicos, teria abastecido sua casa. Segundo ela, isso não procede e que os caminhões foram entregues de forma regular.

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Alocação de emendas, caso seja eleita “Temos que olhar cada cidade de acordo com suas demandas e desafios. Temos que levar para cada cidade aquilo que ela possa estar precisando. Cada visita que eu faço, sempre converso com as pessoas. Digo que sempre sou presente e quando se quer fazer algo por elas, tem que estar presente e se escutar”.

Desafio de mostrar ao eleitorado de que sua candidatura não atende a um apelo familiar. A pré-candidata foi questionada sobre como convencer o eleitor de que quem estaria pedindo o voto seria Alessandra Vieira e não a esposa do prefeito Edson Vieira. O tema de “projeto familiar” tem sido sempre posto por oposicionistas ao seu projeto.

“Tenho conversado com as pessoas e tenho dito que tenho identidade, que fiz algo por Santa Cruz (…). Eu tenho serviços prestados, que fiz pelas pessoas e quero fazer mais por Pernambuco” – disse. “Tenho sim mais condições (que Diogo Moraes)” – diz Alessandra

A pré-candidata foi questionada sobre como seu nome teria sido posto. Segundo ela, isso começou a ser construído desde o convite para uma disputa a Federal em 2014, porém esse assunto teria, segundo ela, ganhado mais força em 2015 por pessoas da região que teriam alegado sentir falta de se levar as demandas para Recife.

Questionada se, pela data alegada, esse discurso não soaria contraditório, já que o aliado então do grupo era o deputado estadual Diogo Moraes (PSB) para levar essas demandas, ela respondeu:

“No final de 2015, já sentíamos muita falta. Acho que vocês lembram quando começou a insegurança, quando teve a (epidemia de) Chikungunya aqui e várias ligações, vários pedidos de encontro no Palácio do Governo para tratar sobre a insegurança… Sentíamos sim, nas entregas que o prefeito fazia de algumas inaugurações; no 29 de Dezembro (aniversário da cidade) de 2014, 2015, 2016, 2017… Acho que cada município deveria ter um parlamentar seu em Recife. Tenho sim mais condições porque quando se está presente, se escuta as pessoas, se sabe as demandas e desafios de cada município e se pode ir buscar soluções” – frisou.

Declarações e queixas de vários nomes após rompimento com o grupo, Alessandra foi questionada sobre as declarações e também um dos pontos de críticas feitos por vários nomes que romperam politicamente no grupo.

Esse ponto seria o de que, para eles, a escolha pelo seu nome como pré-candidata não teria sido discutida, além de que foi cogitado pelo prefeito em uma emissora de rádio de Bonito, e não em Santa Cruz do Capibaribe. Sobre os temas, ela disse:

“Não posso dizer que ‘A ou B’ está faltando com a verdade, até porque não gosto disso. Mas digo que houve essa conversa com todos os vereadores. Não lembro a data, mas acredito que tenha sido no mês de fevereiro, em uma reunião, e que todos foram convidados” – pontuou.

Possibilidades de apoiar Armando Monteiro, Júlio Lóssio ou voltar para Paulo Câmara. Alessandra citou que teria recebido convites dos três para formar apoios e que essa questão estaria indefinida, porém as maiores críticas foram destinadas a Armando e Paulo.

“Nós temos problemas com Armando, até porque quem o apoia é a nossa Oposição e com Paulo Câmara também houve… Dele não deixa de ser (um problema) local. Começamos a sofrer com Paulo desde 2015 e começou esse afastamento. Não tínhamos nem como cobrar; cobrávamos e não era resolvido esses desafios, mas quem pode falar disso melhor é quem está no governo. Tanto de um lado ou de outro, vamos estudar”.

Ainda segundo ela, seriam 17 cidades (contando com Santa Cruz) que teriam nomes apoiando seu projeto eleitoral.

Críticas a Diogo Moraes e a José Augusto Maia

Alessandra foi questionada sobre o que pensa de nomes como José Augusto Maia e Diogo Moraes. Sobre a possibilidade de José Augusto Maia não sair como candidato a estadual e levantar a possibilidade de apoiá-la, ela disse:

“Eu dispensaria. Aqui temos um problema local e hoje não temos como estar no mesmo palanque que José Augusto. Amanhã Silvio José pode estar em um palanque com Edson Vieira… Não posso responder pelo amanhã. Hoje, nunca vou estar com José Augusto Maia”.

Já sobre Diogo Moraes ser um bom deputado ou não, ou estar presente ou não, de forma física, na cidade, ela disse: “Diogo foi um deputado ausente no Estado, não só em Santa Cruz. Converso com várias pessoas de outras cidades e com a mesma língua, de algum tempo atrás, ele sempre foi ausente. Quando somos ausentes, não sabemos as demandas do município”.

Propostas para a Assembleia Legislativa. De acordo com Alessandra, caso eleita, sua pauta será voltada para o atendimento social e também para, segundo ela, “vender a imagem” do Polo de Confecções.

Sobre o primeiro ponto, ela citou programas sociais que, segundo ela, teriam sido desempenhados quando esteve à frente da pasta e que poderiam ser convertidos em projetos para outras cidades.

Já quanto ao segundo ponto, projetos como o Educação Empreendedora, com foco em cursos profissionalizantes com pessoas de baixa renda, também podem ser transformados em projetos e depois implantados pelo Governo do Estado em outras cidades.

“Sofremos muito com a falta de mão de obra qualificada. Podemos vender o Polo de Confecções no país todo e fazer com que o governo tenha um olhar mais sensível para esse Polo. Podemos conversar com confeccionistas, ver o que pode melhorar, saber esses desafios e buscar soluções”.
Importância de Bruno Araújo para a campanha, “Bruno Araújo é o líder nosso, está nos ajudando muito e pode nos levar a algumas outras cidades; fazer o nosso nome, o da pré-candidata Alessandra, ser mais forte”.

Emancipações de municípios, contra ou a favor? Questionada sobre essa pauta, que aprovada pode chegar a ser discutidas nas assembleias legislativas do Estado, ela se posicionou como favorável a forma de como o projeto está sendo posto.

Possibilidade de Jânio Arruda apoiá-la em Taquaritinga, “Tive conversando com Jânio e, em alguns dias, poderemos ter algumas surpresas. Estamos conversando e essas conversas estão bem adiantadas”.


Ney Lima

APOIO CULTURAL

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