sexta-feira, 13 de julho de 2018

Gleisi deixa o Recife sem nada acertar com o PSB
A senadora Glesi Hoffmann deixou ontem o Recife sem nada de concreto sobre o principal objetivo de sua viagem de 48 horas a Pernambuco: acertar uma aliança formal com o PSB para que os dois partidos apoiem o candidato petista à Presidência da República. A senadora se encontrou com o governador Paulo Câmara, vice-presidente nacional do PSB e principal interessado nesta aliança, que fortaleceria sua retaguarda eleitoral e ao mesmo tempo impediria a candidatura da vereadora Marília Arraes ao Governo do Estado.

 Só que ele está quase isolado no PSB em defesa desta aliança, que é contestada internamente pelos governadores Márcio França (SP) e Rodrigo Rollemberg (DF), o ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda e o ex-deputado Beto Albuquerque (RS), para citar apenas esses quatro. 

Sendo assim, a viagem da senadora só não foi totalmente improdutiva porque na conversa com seus correligionários ela ficou sabendo que a candidatura de Marília tem viabilidade política e eleitoral, a julgar pelas últimas pesquisas de opinião. A senadora chegou a dizer, inclusive, que o PT nunca “desautorizou” a candidatura dela, o que não é verdade. No dia 19 de junho, data em que a vereadora fez um ato político para apresentar o deputado Sílvio Costa como seu candidato a senador, o presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, divulgou nota desautorizando a candidatura e também a aliança dizendo que ambas não haviam passado por nenhuma instância partidária.

Humberto já admite plano B; Gleisi Hoffmann é um dos petistas que se recusam a admitir, mesmo por hipótese, que Lula poderá não ser candidato a presidente da República, o que levaria o partido a lançar mão de um “plano b” que seria o ex-prefeito Fernando Haddad (SP). Mais realista, o senador Humberto Costa (PE) já admite a não candidatura do líder petista, que deverá ser indeferida pelo TSE.


Informações Blog do Inaldo Sampaio


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