quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Chapinhas ampliarão renovação no legislativo 
Nas eleições de 2014 os dois principais chapões, liderados por Paulo Câmara e Armando Monteiro elegeram juntos 24 deputados federais e 38 deputados estaduais, pela primeira vez tivemos um deputado federal eleito pelas chapinhas, que foi Kaio Maniçoba com menos de 29 mil votos. Para deputado estadual, o destaque foi para o PP que elegeu cinco deputados numa coligação com o PROS, enquanto o PSOL atingiu seu primeiro deputado estadual numa coligação com o PMN.

Como as chapinhas mostraram viabilidade em 2014, elas se proliferaram para 2018. Com doze partidos em sua coligação, Paulo Câmara terá o apoio de quatro chapas para federal, que são PSB, MDB, PSD, PPL e PCdoB no chapão, PP, PR, PMN e Solidariedade numa chapinha, Patriota e PRP em outra e o PT indo sozinho para o jogo, juntas elas podem eleger no máximo dezoito parlamentares e no mínimo treze.

Na oposição liderada por Armando Monteiro prevaleceu a ideia de um chapão entre os principais partidos, PTB, PSDB, PSC, PRB, DEM, Podemos, PMB e PPS e uma chapinha com PSL, PRTB, PV, PHS e PSDC para federal. É provável que o chapão eleja no máximo 7, no mínimo 5 federais, e a chapinha possa eleger até um parlamentar. Já a candidatura de Maurício Rands juntou PDT, PROS e Avante, que pode eleger de um a dois federais. Por fim existem as candidaturas da Rede Sustentabilidade, do PSOL e do PSTU, que dificilmente elegerão deputados federais.

Na disputa para deputado estadual os dois chapões devem ficar com no máximo metade das vagas em disputa para a Assembleia Legislativa de Pernambuco, com destaque para a liderada pelo PP que pode emplacar até dezesseis parlamentares, e a do PSC que poderá atingir até oito deputados estaduais. As chapinhas menores como as do PRTB, a do PCdoB e a do PROS podem emplacar de um a dois deputados cada, e a do PT pode ficar com até três parlamentares. Como existe uma mudança na disputa pelas sobras, agora todos os partidos que não atingirem quociente eleitoral disputam as sobras, outras siglas nanicas podem emplacar deputados.

O fato é que com a colcha de retalhos que ficou as chapas tanto para federal quanto estadual, aumentará muito a chance de haver renovação nas bancadas, pois deveremos ter quantidade recorde de candidatos tanto a federal quanto a estadual com a decisão de lançar várias chapinhas para a disputa. Quem for deputado de mandato é bom abrir o olho porque poderá ter votos para ser eleito e acabar ficando de fora por ter entrado numa chapa ruim de disputa.


Edmar Lira


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