quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Bolsonaro poderá influenciar em disputa no Recife em 2020
A eleição de 2018 acabou mas já existe a construção de cenários para as eleições municipais de 2020. A capital pernambucana estará findando em 2020 um ciclo de vinte anos entre PT e PSB que emplacaram o prefeito do Recife. O PT com João Paulo duas vezes e João da Costa, e o PSB duas vezes com Geraldo Julio tiveram sua oportunidade de governar a capital pernambucana. O PT tem como nome natural Marília Arraes, neta de Miguel Arraes e prima de Eduardo Campos, e o PSB dispõe de três nomes, o mais forte é o deputado federal eleito João Campos, bisneto de Miguel Arraes e filho de Eduardo Campos, mas correm por fora Alexandre Rebelo, secretário de Geraldo Julio, e Felipe Carreras que considera até sair do PSB para disputar o executivo municipal.

Se pela Frente Popular há o indicativo de nomes, a oposição que foi liderada por Armando Monteiro nas eleições deste ano segue sem nomes naturais. Daniel Coelho e Priscila Krause deverão se lançar na disputa mas nenhum consegue ofertar à oposição a perspectiva de arrasa-quarteirão. Eles também não conseguiram criar uma identidade muito forte no combate ao petismo no estado e isso pode abrir um vácuo para um candidato que esteja sintonizado com o presidente Jair Bolsonaro e que se apresente como novidade.

Nas eleições deste ano no Recife, Jair Bolsonaro ficou com 43,14% dos votos válidos no primeiro turno, ficando na primeira colocação, e na segunda etapa mesmo perdendo na capital, acabou com 47,50% dos votos válidos, evidenciando uma avenida de oportunidades para um candidato que tenha sintonia com o presidente eleito. Diante deste cenário, há um desejo conjunto de PSL e PRTB, que formaram a coligação presidencial, de lançarem uma candidatura que possa representar o projeto de Bolsonaro na capital pernambucana.

Se porventura o governo Bolsonaro deslanchar ou pelo menos conseguir ser melhor que seus antecessores Dilma e Temer, é indiscutível a sua relevância nas eleições municipais em todo o Brasil, e na capital pernambucana não será diferente, permitindo até que esta candidatura possa polarizar com os nomes apresentados por PT e PSB, devido a fadiga de material que os dois partidos possuem por terem governado a capital pernambucana por duas décadas.


Edmar Lyra

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