quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Grupo de 20 amigos, em Santa Cruz do Capibaribe, é vítima do “Golpe do Aluguel”
Da sonhada casa de praia no carnaval, restaram ao grupo o prejuízo, o contrato e um boletim de ocorrência – Fotos: Thonny Hill

Nesta quarta-feira (12) o Blog destaca o relato de uma estudante de 22 anos, representante de 20 pessoas que alegam ter sido vítimas do “Golpe do Aluguel”.

Residente em Santa Cruz do Capibaribe, a estudante, que não terá seu nome revelado por questões de segurança, contou detalhes do golpe, onde ela e mais 19 amigos, alegaram ter sido enganados por um homem, que se identificou como ‘Marcos Solino de Araújo’.

O começo; De acordo com a estudante, ela e os amigos começaram a pesquisar, ainda no mês de outubro, opções em casas de praia na cidade de Tamandaré, litoral sul do estado. A casa seria para o período de carnaval e ela relatou o começo dessa busca e o primeiro contato com o golpista.

“Procuramos em sites, no OLX, em bazar e um dos meninos do grupo encontrou a publicação em um bazar para alugar a casa, com estrutura ótima… Praticamente o que a gente queria; grande, com piscina… E que comportava o grupo de 20 pessoas. Entramos em contato com o cara pelo WhatsApp, perguntando se a casa estava disponível. Ele, muito bom de papo, disse que estava. Mandou vídeos, fotos… Conversei com a turma e todo mundo gostou” – disse.

Confira o vídeo enviado sobre o imóvel prometido para ser locado ao grupo;
Perfil e anúncios do suposto golpista, que já foram deletados. O último retrata o vídeo acima

Ainda de acordo com o estudante, depois de fechado o negócio, Marcos teria pedido um adiantamento de 50% do valor pelo aluguel do imóvel, quantia de R$ 2.500,00.

“Até então foi algo normal, porque a gente sabe que, realmente, quando a gente vai alugar uma casa para o Carnaval, a gente tem que dar um sinal. Aí eu disse: Ok, estamos com o sinal e como é que fazemos? A gente deposita?… Ele disse: Eu não trabalho com depósito; trabalho pessoalmente até por questão de segurança” – disse.

De acordo com o estudante, Marcos (que alegou ser da cidade de Olinda) enviou até sua residência um outro homem, identificado por ‘Diego’. Teria sido ele quem recolheu o dinheiro do sinal para o aluguel da suposta casa e também o responsável pela entrega do contrato de locação.

“Sabemos como as coisas estão hoje em dia, mas a gente acaba… A lábia dele… A gente se envolveu. Nós queríamos, gostamos da casa e aconteceu. Esse cara veio pegar a quantia e assinamos o contrato. Não tivemos a preocupação de registrar em cartório, o que foi uma falha, mas vimos na conversa que o cara seria confiável” – relatou.
Vejam os anúncios publicados em redes sociais:

A confirmação do golpe; A estudante relatou que, depois de entregue o sinal, teria combinado com Marcos para que ela, juntamente com mais três integrantes, fossem até Tamandaré para conhecer o imóvel.

Combinado o dia e o horário, o grupo então foi, neste último final de semana, até a cidade. Ao chegarem e combinar o encontro com o suposto locatário, perceberam que foram enganados.

“Quando chegamos lá, para nossa surpresa e tristeza, ele sumiu. Me bloqueou do WhatsApp e eu passei o contato dele para os outros meninos. Eu disse que estava acontecendo alguma coisa, que o cara tinha dado um golpe. Os meninos foram falando com ele e ele bloqueou a todos”.
Em seguida, a estudante relatou que os quatros prestaram queixa na delegacia, ainda em Tamandaré e que, ao conversar com algumas pessoas, lhes teria sido apresentado que o imóvel mostrado no vídeo não seria de nenhuma casa presente na localidade.

“Mostramos o vídeo a algumas pessoas na praça e disseram que a casa não seria daqui, até a rua não existia. As pessoas disseram que a casa não seria de lá, inclusive os policiais na delegacia''.
Trecho do Boletim de Ocorrência emitido pela delegacia, em Tamandaré.

O alerta; Ao fim da entrevista, a estudante falou do seu sentimento de insatisfação e deixou um alerta para que mais pessoas como ela não possam cair em algo semelhante.

“Preciso divulgar essa questão, até para que outras pessoas se previnam e não façam esse tipo de negócio. Gostaria que as pessoas tivessem muito cuidado ao locar imóveis através de bazares de Facebook e OLX. É uma perca financeira, mas também psicológica” – concluiu.


Ney Lima


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