domingo, 9 de dezembro de 2018

Oposição terá desafios ainda maiores a partir de 2019
Pela quarta vez seguida, os pernambucanos decidiram que o PSB deveria comandar Pernambuco no último dia 7 de outubro. Uma vitória de Paulo Câmara numericamente menor do que em 2014, mas que deu ao governador uma força política que ele não havia conquistado no primeiro mandato alcançado devido ao episódio que culminou na morte de Eduardo Campos e que foi tido como determinante para a sua eleição. 

Paulo Câmara mostrou que não está ali no Palácio do Campo das Princesas gratuitamente e que além de ter estrela, o governador deixou claro que entende do riscado em se tratando de articulação política quando deu um nó tático na oposição ao limpar o campo e enfrentar Armando Monteiro, sobretudo nos episódios do MDB e do PT, que culminou na retirada da candidatura de Marília Arraes.

Além de ser reeleito, Paulo Câmara puxou seus dois senadores e emplacou 17 deputados federais e 40 deputados estaduais que integrarão a sua base parlamentar tanto na Câmara dos Deputados quanto na Assembleia Legislativa de Pernambuco. A oposição liderada por Armando Monteiro não ficou apenas menor como principalmente viu seus nomes, Armando, Bruno e Mendonça, serem dizimados pelas urnas, e deixaram de ofertar qualquer perspectiva de poder no médio prazo em Pernambuco.

As urnas também não foram muito generosas com Daniel Coelho e Priscila Krause, que em tese seriam nomes com envergadura para ofertar alguma perspectiva política para a oposição. Daniel perdeu a identidade quando trocou o PV pelo PSDB e depois deixou o ninho tucano para ingressar no nanico PPS, Priscila por sua vez viu sua imagem de novidade na política envelhecer ao perder a prefeitura do Recife em 2016 ficando com apenas um dígito dos votos. Ambos, que saíram menores da disputa de prefeito, viram seus votos no Recife diminuírem significativamente.

Para as eleições de 2020, Daniel e Priscila surgem como produtos vencidos, enquanto os principais caciques da oposição estarão sem mandato. Pra piorar, os deputados eleitos na oposição, tanto na Alepe quanto na Câmara Federal, em sua maioria não estão nem um pouco preocupados em fazer oposição ao governador e ao próprio PSB, deixando a árdua incumbência com Priscila e Daniel, que estão longe de representar um projeto que possa agregar a oposição em 2020. 

O mais provável é que a oposição nestes termos colocados seja minguada a cada ano que passar e ficar refém de dissidências na base do governo para tentar ser liderada por alguém que tenha tamanho político e eleitoral para fazer frente ao PSB de Pernambuco.


Edmar Lyra


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