sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Os critérios que devem ser adotados por Paulo Câmara para o secretariado 
Após a sua vitória em 2014, o governador Paulo Câmara adotou o critério de alinhar algumas pastas do seu governo com as que estavam distribuídas pelo governo federal, na época comandado por Dilma Rousseff. O PR que tinha o ministério dos Transportes ficou com a secretaria dos Transportes, o PSD que tinha o ministério das Cidades emplacou o secretário das Cidades, e assim sucessivamente.

 Outro critério adotado pelo governador Paulo Câmara foi convocar deputados federais para a sua equipe no sentido de facilitar a interlocução em Brasília na liberação de recursos, por isso Felipe Carreras, Danilo Cabral, André de Paula e Sebastião Oliveira integraram o primeiro escalão do governo e somente Nilton Mota, deputado estadual, foi convocado para a equipe do governador. Com o passar do tempo, acabou que Danilo e André deixaram suas respectivas pastas para reassumirem o mandato em Brasilia, evidenciando que a estratégia não foi tão exitosa assim.

Se naquela ocasião a estratégia tinha uma certa lógica, o mesmo não se repetirá na formação da equipe do segundo governo. De acordo com um parlamentar integrante da base governista, o caminho adotado pelo governador será outro. É provável que o chefe do Palácio do Campo das Princesas faça, além do rodízio de secretarias e a extinção de algumas, a convocação de mais deputados estaduais do que deputados federais. 

A lógica adotada pelo governo se dá porque os ocupantes da Casa Joaquim Nabuco teriam menos independência do que os deputados federais, fazendo com que o governador tenha um controle maior sobre seus secretários. A outra tese adotada pelo governo é a de não distribuir as secretarias de porteira fechada para um partido, podendo neste futuro governo uma mesma secretaria e seus órgãos subordinados serem distribuídos por várias legendas.

Em se confirmando as estratégias adotadas pelo governador para sua segunda gestão, Paulo Câmara pretende fazer um governo que tenha uma marca própria e que possa representar uma melhora significativa em relação a primeira etapa da sua gestão. Inclusive, deverá ser votada ainda este mês a reforma administrativa que o governador pretende implementar, e isso facilitará a formatação do segundo governo, trazendo mais autonomia para o governador e uma maior dinâmica ao governo para entregar mais resultados aos pernambucanos pelos próximos quatro anos.


Edmar Lyra


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