quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

A unanimidade de Eriberto Medeiros 

A Assembleia Legislativa de Pernambuco experimentou nos últimos doze anos uma hegemonia absoluta do presidente Guilherme Uchoa, que conquistou a confiança e o respeito dos seus pares, foi exatamente por isso que ele foi o presidente mais longevo da história, desbancando Romário Dias que até então tinha conquistado três mandatos consecutivos. 

Com a presença de Guilherme dava e entender que somente ele tinha envergadura para ocupar a presidência da Casa Joaquim Nabuco, verdade seja dita, por competência do próprio que soube exercer com maestria o comando do poder legislativo.

Após a sua morte em julho do ano passado, a Casa parecia que estava órfã de um nome que pudesse ocupar a presidência, mas logo após o impacto da perda de Guilherme, surgiu o nome do deputado Eriberto Medeiros, que era quarto secretário e sempre teve muito trânsito na Casa. 

Ele foi eleito em agosto com 40 votos entre os presentes na ocasião. A vitória de Eriberto se deu num momento bastante complexo na Casa com a perda do seu presidente, mas com o passar do tempo ele foi conquistando ainda mais a confiança dos pares, e com seis meses de gestão, há um sentimento praticamente unânime que não há nome com maior envergadura que ele para ocupar o posto.

Estamos a nove dias da eleição da mesa diretora da Assembleia, onde serão 24 novos parlamentares, e não há nenhum nome que surja para enfrentar o atual presidente. Pela forma cordial, correta e respeitosa que Eriberto tem conduzido os trabalhos na Casa, ele tornou-se uma unanimidade entre os pares, podendo alcançar uma votação ainda maior que os 40 votos obtidos em 2018. No próximo dia 1 outras vagas na mesa diretora serão alvo de disputa, mas a presidência tem dono, diga-se de passagem, conquistada com mérito de Eriberto Medeiros.


Edmar Lyra


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