sábado, 19 de janeiro de 2019

Marco Aurélio conquistou o favoritismo dos colegas oposicionistas
Faltando pouco mais de dez dias para a posse dos novos deputados estaduais e consequentemente a eleição da mesa diretora e principalmente as definições sobre quem será o líder do governo e o líder da oposição, há um sentimento entre os doze deputados que integram a oposição de que Marco Aurélio está sacramentado para ocupar o posto, seja no entendimento, que é o melhor caminho, seja num bate-chapa, que pode trazer sequelas para a oposição criando dois grupos oposicionistas: os vitoriosos e os derrotados.

É indiscutível a capacidade política de alguém que construiu à revelia de um prefeito bem-avaliado como Geraldo Julio uma candidatura a primeira-secretaria da Câmara Municipal do Recife, sagrando-se vitorioso. O agora deputado construiu sua trajetória na base do diálogo quando vereador, tendo trânsito entre os pares.

Na disputa pela liderança da oposição travada recentemente Marco Aurélio não foi candidato de si próprio, e sim de um conjunto de lideranças políticas que reconhecem a necessidade de alguém com o seu perfil para atuar neste início do segundo governo Paulo Câmara como líder oposicionista. Os atores políticos garantem de sete a oito votos para o deputado Marco Aurélio se sua adversária Priscila Krause decidir levar a disputa para as últimas consequências.

O que diferenciou Marco de Priscila foi que sua candidatura teve o diálogo, respeitando todas as forças políticas, enquanto Priscila Krause apostou que seu nome seria definido sem qualquer discussão. Enquanto Marco construiu dois mandatos de vereador do Recife e um de deputado estadual sem qualquer tipo de apadrinhamento, Priscila construiu sua trajetória na base do sobrenome.

 Evidente que ela também tem seus méritos, mas por conta de não saber o real significado da luta política, ela ainda não entendeu que desta vez ela não é fato consumado, não é fatura liquidada, muito pelo contrário, se for para o bate-chapa conhecerá o real significado de uma derrota política.


Edmar Lyra


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