quarta-feira, 27 de março de 2019

A cidade precisa avançar com o Novo Recife
Quem tem mais de trinta anos acompanha o cenário de abandono que o Cais José Estelita representa na cidade do Recife, cuja situação se repete em diversas áreas do centro do Recife. Desde 2012 que um pool de construtoras tenta viabilizar um empreendimento que pode representar uma mudança efetiva na situação daquela região, porém vem enfrentando uma série de obstáculos para executar a obra.

Tivemos recentemente, a poucos quilômetros daquela região, um empreendimento que mudou completamente a realidade do Pina, que foi a construção do Shopping Rio Mar. Aquela região que era desvalorizada e sinal de abandono representou um novo conceito para a cidade, que passou a ter prédios residenciais e empresariais, restaurantes e outros empreendimentos que jamais existiriam se não tivesse a visão da iniciativa privada em apostar naquela região.

O projeto Novo Recife terá efeito semelhante ao que representou o RioMar no início desta década. O Cais José Estelita deixará de ser um ponto de drogas e prostituição, além de um logradouro do medo e da insegurança, para significar o crescimento da cidade, a geração de emprego e renda, e o resgate de uma região que foi completamente abandonada pelo poder público.

Somente a iniciativa privada, que vale salientar, fez inúmeras alterações no projeto para atender às exigências da sociedade, terá condições de dar uma nova roupagem àquela região. Acreditar que o poder público terá condição de viabilizar a revitalização daquela área beira a insanidade. Portanto, é importante que a justiça permita o progresso, ficar proibindo através de liminares o andamento da demolição dos galpões do Cais José Estelita beneficia somente uma parcela da sociedade que por falta de ter o que fazer, quer empatar o progresso da cidade.


Edmar Lyra


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