terça-feira, 26 de março de 2019

A reforma da Previdência precisa ficar acima de questões políticas
Em 2017 o governo Michel Temer estava em vias de pautar a reforma da Previdência, havia pouco tempo que tinha aprovado a PEC do teto dos gastos públicos, e o mercado estava eufórico com a possibilidade de o governo sanear as contas públicas garantindo a retomada da economia e a geração de empregos.

Infelizmente aquele famigerado áudio de Joesley Batista gravando o então presidente Michel Temer fez com que a reforma da Previdência fosse para o saco e o Brasil retardou a sua perspectiva de retomada da economia. Passado o processo eleitoral, com a vitória de Jair Bolsonaro, a reforma da Previdência voltou com força total para ser pautada e aprovada, diferentemente da proposta por Temer, que estimava economizar pouco mais de R$ 600 bilhões em dez anos, a apresentada por Bolsonaro espera economizar R$ 1 trilhão na próxima década.

Acontece que assim como naquela ocasião, muitos políticos estão aproveitando a instabilidade da relação entre o presidente Jair Bolsonaro com o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia para vender caro a reforma ou até mesmo tentar sepultá-la no Congresso Nacional como se ela não tivesse a menor importância.

É imprescindível que a sociedade e a classe política entendam que a reforma da Previdência é um projeto muito além do governo Bolsonaro, ela ditará o futuro das próximas gerações, pois quanto mais ela é postergada maior é o custo financeiro para o Brasil, que está com as suas contas públicas caminhando para um desequilíbrio insanável. O exemplo da Grécia está posto para que o Brasil não queira experimentar o colapso financeiro que aquele país enfrentou. Portanto, jogar contra a reforma da Previdência é irresponsabilidade e insanidade política.


Edmar Lyra


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