terça-feira, 16 de abril de 2019

Denúncia da Crusoé joga luz nas entranhas do judiciário
A revista Crusoé, do site O Antagonista, trouxe uma denúncia muito séria envolvendo o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, dando conta que o ministro estaria atuando a favor da Odebrecht na época em que era Advogado Geral da União. A matéria foi censurada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Apesar da censura, nada apaga o fato de membros do poder judiciário terem envolvimento com tráfico de influência na mais alta côrte do país. O poder judiciário possui uma blindagem diferente do executivo e do legislativo, que sempre estão mais vulneráveis a denúncias, críticas e investigações.

É imprescindível que a denúncia da Revista Crusoé seja apurada a fundo, pois Dias Toffoli, e qualquer outro integrante do Supremo Tribunal Federal, não está acima da justiça nem do bem e do mal, tendo que responder pelos seus atos com o mesmo rigor que aplicam a lei para os demais integrantes da nossa república.

Realizar a investigação devida sobre eventuais práticas delituosas do ministro Dias Toffoli é o mínimo que se espera por parte das instituições. O Brasil não aceita mais que o judiciário siga incólume de investigações e eventuais punições. É preciso abrir a caixa-preta daquele poder tal como diariamente fazem com o executivo e o legislativo.

Liberdade de imprensa –
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de mandar retirar do ar uma matéria da revista Crusoé, sobre o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, foi vista no meio jurídico como um ataque à liberdade de imprensa.

Júlio Marcelo – “Se uma matéria for falsa, inadequada ou leviana, os fatos falarão por si e os responsáveis pagarão por isso. Será que o Presidente Toffoli e o Ministro Moraes não acreditam na Justiça? Censurar é abominável”, disse o procurador do Ministério Público de Contas junto ao TCU, Júlio Marcelo, em sua rede social.


Edmar Lyra


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