sábado, 1 de junho de 2019

Ex-ministro Bruno Araújo assume o comando do PSDB e garante protagonismo 
Desde que decidiu disputar o Senado em 2018, Bruno Araújo ingressou numa eleição que era praticamente impossível de vencer, fato que se confirmou quando ele ficou no quarto lugar na disputa pela Câmara Alta. Ao concluir seu mandato de deputado federal em janeiro e ficar sem mandato a partir de fevereiro, muitos achavam que ele poderia estar encerrando sua carreira política.

Porém, depois de meses de articulações, ontem Bruno Araújo foi oficializado como presidente nacional do PSDB, cargo que lhe dará um protagonismo maior do que se tivesse tentado a reeleição de deputado federal. Em vez de ser mais um entre 513 parlamentares na Câmara dos Deputados, Bruno Araújo presidirá um partido que tem três governadores, dentre eles o de São Paulo, oito prefeitos de capitais, trinta deputados federais e nove senadores.

O resultado nacional do partido em 2018 foi o pior desempenho da sua história em eleições presidenciais, pois desde 1989, Geraldo Alckmin foi o único presidenciável tucano a não atingir dois dígitos em disputas eleitorais. Isso trará a Bruno Araújo o desafio de reconstruir um partido que governou o Brasil entre 1995 e 2002 e trouxe avanços indiscutíveis para o país, mas que está fragilizado por questões eleitorais, políticas e até de corrupção, quando Aécio Neves, presidenciável do partido em 2014, se envolveu até o pescoço em denúncias.

Caberá a Bruno Araújo preparar o partido para as eleições de 2020, onde o PSDB terá o papel de pelo menos manter parte significativa de seus quase 800 prefeitos, e tirá-lo de cima do muro, pois nos governos do PT foram poucas as vezes que os tucanos se posicionaram contra o partido hegemônico da época, e em 2018 a fatura chegou quando Jair Bolsonaro capitalizou quase todo o eleitorado simpatizante do partido.

Em Pernambuco, sua terra natal, Bruno Araújo torna-se um importante ator, pois dentre os candidatos derrotados da chapa majoritária de 2018, foi o único a garantir protagonismo nacional. A estrutura do PSDB dará a Bruno condições de pensar num projeto robusto em Pernambuco que certamente passará por ampliar os 14 prefeitos da sigla e fazer dos tucanos um partido novamente forte como era nos tempos de Sergio Guerra.


Edmar Lyra


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