quinta-feira, 6 de junho de 2019

O dia em que o general chorou 

O dia de ontem ficou marcado na história da Câmara Municipal do Recife por conta do título de cidadão recifense concedido ao vice-presidente da República, general Hamilton Mourão. O que para alguns parecia não passar de uma mera bajulação, se tornou um completo equívoco. Isso foi desmistificado pela história de Hamilton Mourão, que provou sua completa identificação com Pernambuco e consequentemente com a capital pernambucana, dando ao deputado Marco Aurélio a oportunidade de ajudar a reconhecê-lo como cidadão recifense.

Aos 65 anos de idade, nascido na pequena cidade de Bagé, no Rio Grande do Sul, o então capitão do exército, no início da década de 80, com apenas 29 anos teve que servir na capital pernambucana, e veio com sua família, composta pela esposa e seu primeiro filho à época, morar em Jaboatão dos Guararapes, no bairro de Candeias. Pouco tempo depois, já instalado em Pernambuco, viu a sua segunda filha nascer no Hospital Português, consolidando assim e para o resto da vida, a sua identificação com Pernambuco e com o Recife.

Ora, foram pouco mais de três anos vivendo em Pernambuco, mas este período serviu para que ele conhecesse a cidade do Recife como a palma de sua mão, como em seu discurso falou de bairros e de comunidades que até mesmo alguns recifenses de nascimento não conhecem. Inobstante a sua brilhante carreira no exército brasileiro, Mourão teve uma oportunidade única de novamente servir ao seu país, desta vez como vice-presidente da República, e tem sido um vice extraordinário, sendo elogiado até pelos seus adversários devido à sua lucidez sobre os problemas e as soluções do Brasil.

O general Hamilton Mourão com certeza saiu do Recife ontem com uma bela e justíssima homenagem, prova disso foi sua emoção ao falar da capital pernambucana, que a partir de agora ele é mais um dentre os milhares de cidadãos recifenses. O choro de Mourão foi a emoção de receber uma homenagem em vida, na condição de vice-presidente da República, que jamais ele esquecerá. Foi sem sombra de dúvidas um gol de placa da Câmara Municipal do Recife, de seus integrantes e de Marco Aurélio, que teve a sensibilidade de reconhecer a importância de Mourão para a história do Recife ao oferecer esta honraria.



Edmar Lyra


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