segunda-feira, 10 de junho de 2019

PSDB precisará de reestruturação 
Até as eleições de 2016, o PSDB sempre era considerado um partido muito relevante em Pernambuco, pois elegeu doze prefeitos, dentre eles os de Caruaru, Gravatá e Santa Cruz do Capibaribe, consolidando sua tradição de eleger prefeitos importantes.

Porém, se em 2014 o partido ficou em segundo lugar na disputa presidencial e elegeu três deputados federais, nas eleições de 2018, o partido obteve um de seus piores desempenhos tanto nacionalmente quando Geraldo Alckmin obteve o pior resultado de um candidato tucano em eleições presidenciais, quanto a nível estadual quando o partido elegeu apenas uma deputada estadual e ficou sem deputados federais depois de muitos anos.

No último sábado, a única deputada do partido, Alessandra Vieira, foi escolhida para a presidência estadual do PSDB, e caberá a ela a condução de um partido que precisará se reestruturar em Pernambuco visando as eleições de 2020 e posteriormente em 2022 quando certamente sustentará um novo projeto nacional que deverá ser liderado pelo governador de São Paulo, João Doria.

Na reunião que escolheu Alessandra como sua presidente, o PSDB anunciou que terá novamente candidatura própria a prefeito do Recife, sendo a quarta tentativa do partido em chegar ao executivo da capital pernambucana, antes o partido lançou João Braga (1996) e Daniel Coelho (2012 e 2016), todas sem sucesso. 

Apesar do anúncio, ainda não se sabe quem seria este nome, uma vez que o partido não dispõe de quadros com densidade eleitoral no Recife para uma tentativa majoritária. De todo modo, para se pensar em 2020 e 2022, o PSDB de Pernambuco precisará se reinventar e se aproximar de seu eleitorado, sob pena de nunca conseguir protagonismo político em Pernambuco.


Edmar Lyra


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