sábado, 20 de julho de 2019

Além de nomes novos, a oposição precisa de um conceito para o Recife 
O atual grupo político que comanda a prefeitura do Recife liderado pelo PSB, representa um projeto que se iniciou em 2001, que completará duas décadas de hegemonia de esquerda na capital pernambucana que teve João Paulo, João da Costa e agora Geraldo Julio, a última vitória de um prefeito efetivamente de direita foi em 1996 quando Roberto Magalhães sucedeu Jarbas Vasconcelos e foi eleito prefeito do Recife.

Depois de Roberto Magalhães que perdeu a disputa para João Paulo, a oposição apresentou Cadoca em 2004, Mendonça Filho em 2008 e Daniel Coelho em 2012 e 2016 como principais antagonistas dos projetos de esquerda no Recife, todos saíram derrotados sem sequer chegar a um segundo turno, a única eleição em dois turnos foi a de 2016 protagonizada por Geraldo Julio e João Paulo.

Para 2020 está evidente que nomes como Mendonça Filho, Daniel Coelho e Priscila Krause estão exauridos, pois além de não terem logrado êxito em tentativas anteriores, não surgem com significativa competitividade para as eleições do ano que vem. Mas além de apresentar nomes menos desgastados com derrotas majoritárias, como por exemplo Raul Henry e Silvio Costa Filho e talvez Felipe Carreras, é preciso que a oposição apresente mais do que um projeto, mas um conceito diferenciado de cidade, que dialogue com o presente e com o futuro dos recifenses, evidenciando soluções práticas para os problemas históricos da cidade.

Nas eleições de 2018, o eleitorado recifense mostrou seu descontentamento com a esquerda quando no primeiro turno Jair Bolsonaro foi o mais votado com 43,14% dos votos válidos para presidente, no Senado mesmo perdendo no estado, Mendonça Filho foi o mais votado com 21,67% dos votos válidos, e se dependesse somente dos recifenses, haveria um segundo turno entre Paulo Câmara (43,41%) e Armando Monteiro (33,29%).

Esses dados apontam um vácuo para a oposição que precisa canalizar o eleitorado bolsonarista e direitista da capital para levar a disputa para um segundo turno, portanto, é preciso que os postulantes entendam que na disputa municipal serão fundamentais aqueles candidatos que tiverem maior potencial de crescimento e não aqueles que tiverem maior recall, que se forem novamente candidatos correrão riscos de nova derrota.


Edmar Lyra


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