quinta-feira, 25 de julho de 2019

Partidos da Frente Popular já vislumbram espaços de MDB e PSD
A Frente Popular conquistou a quarta vitória consecutiva para o governo de Pernambuco em 2018, e novamente sob a liderança do PSB tentará a terceira vitória seguida para a prefeitura do Recife. Para manter a hegemonia na capital pernambucana, o PSB terá que atuar para manter o maior número de partidos em torno do seu projeto, isso significará a redução de adversários e a construção do favoritismo do partido nas eleições do ano que vem.

Apesar dos esforços, não será tarefa fácil manter a tropa unida, uma vez que existem projetos conflitantes e relações políticas a passos largos de serem exauridas. Dos principais partidos da Frente Popular, dois já são considerados como carta fora do baralho para 2020 na coligação que o PSB apresentará pelo comando da capital pernambucana. O primeiro deles é o MDB do senador Jarbas Vasconcelos, o sentimento de ruptura é latente e considerado apenas como uma questão de tempo. O partido detém, em tese, a presidência do DETRAN e a secretaria de Desenvolvimento Urbano no estado, e na capital a secretaria de Segurança Cidadã.

O segundo partido seria o PSD do deputado federal André de Paula. O partido detém espaços na gestão de Geraldo Julio na secretaria de Meio Ambiente e na de Paulo Câmara com a secretaria de Turismo ocupada pelo deputado Rodrigo Novaes e a Empetur. Porém, apesar de Rodrigo ser uma importante liderança do PSD, ele é considerado cota pessoal do governador e ainda que o partido deixe a base do governador, ele seria mantido no posto pela sua representatividade e pelo excelente trabalho que vem desempenhando à frente da pasta.

Cientes de que a saída do MDB e do PSD são pontos praticamente resolvidos, alguns partidos já se movimentam no sentido de abocanhar espaços que porventura sejam abertos com a saída do MDB e do PSD. Um importante deputado da base aliada aposta que Solidariedade e PP seriam os maiores beneficiários do espólio deixado pelos partidos de André de Paula e Jarbas Vasconcelos, uma vez que Augusto Coutinho, presidente do Solidariedade, e Eduardo da Fonte, presidente do PP, não consideram romper com o PSB, e estariam aguardando o desfecho desta celeuma envolvendo os partidos de Jarbas e André, na ótica deste parlamentar, para tentar a ampliação de seus respectivos quinhões nos governos do PSB.


Edmar Lyra


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