quarta-feira, 28 de agosto de 2019

A estratégia de Jair Bolsonaro 
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Com oito meses de governo, o presidente Jair Bolsonaro coleciona uma série de polêmicas que se assemelham às realizadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As polêmicas do presidente parecem ser fatos isolados, muitas vezes atos falhos, mas na verdade quase tudo feito pelo presidente tem sido de forma estratégica.

Eleito com 58 milhões de votos, o equivalente a 30% da população brasileira, o presidente Jair Bolsonaro está querendo consolidar o flanco conservador, tal como o PT fez com o setor de esquerda que permitiu ao partido vencer quatro eleições presidenciais. Até agora a estratégia tem surtido efeito, uma vez que uma pesquisa realizada pela FSB apontou o presidente com amplo favoritismo para ser reeleito em 2022.

O presidente quando dá declarações polêmicas consolida parte do seu eleitorado, que lhe elegeu para combater a esquerda, o PT e outras coisas que parte da sociedade acredita ser mazelas do país. Enquanto Bolsonaro atrai para si todas as atenções diariamente, a equipe de Paulo Guedes, ministro da Economia, consegue avançar com a Previdência no Congresso Nacional e já elabora uma reforma tributária.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, segue pavimentando estradas e realizando concessões que aumentarão a competitividade logística do país. E assim sucessivamente com outros ministros de pastas importantes. A geração de empregos já está com claro viés de alta, quando já foram criados meio milhão de postos de trabalho somente em 2019 e se a média for mantida, atingirá 3 milhões de empregos ao final de 2022.

Se Bolsonaro ficar fazendo confusão ao longo do seu governo que deixa a oposição mais perdida que cego em tiroteio, enquanto seus ministros trabalham para tirar o país do atoleiro, nas próximas eleições, com resultados efetivos para os brasileiros, ele chegará com todas as condições de vitória, uma vez que existe um contingente do eleitorado que tem horror a volta do PT e certamente fará a opção pela continuidade do “doido”, que de doido só tem a cara e as declarações.


Edmar Lyra


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