quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Oposição segue patinando em Pernambuco 
O grupo formado em 2018 para disputar as eleições do ano passado sofreu uma acachapante derrota para o governador Paulo Câmara, que não só foi reeleito como emplacou seus dois senadores e uma robusta base de sustentação tanto na Assembleia Legislativa de Pernambuco quanto na Câmara dos Deputados.

Coube à oposição uma minoria nas três casas legislativas, e poucos prefeitos relevantes no estado, que já haviam sido eleitos em 2016, alguns deles que integravam a Frente Popular como Edson Vieira, Anderson Ferreira e Miguel Coelho. Passados sete meses do segundo governo Paulo Câmara, e a pouco mais de um ano para as eleições municipais, o que se percebe é uma oposição desarticulada que até agora não conseguiu um entendimento para ampliar seu espaço em Pernambuco.

Dos principais nomes do grupo, Armando Monteiro, Bruno Araújo e Mendonça Filho ficaram sem mandato e não ofertam condições de liderar um projeto que antagonize com o PSB em Pernambuco. Os dois nomes mais fortes, Anderson Ferreira e Fernando Bezerra Coelho, que tiveram resultados expressivos em 2018 na disputa proporcional, têm outras responsabilidades que prejudicam qualquer ação mais efetiva em Pernambuco, como a reeleição de Anderson que lhe tomará tempo, e a liderança do governo no Senado que tem tomado o tempo de Fernando.

Neste segundo semestre, a oposição terá que chegar a um denominador comum quanto as prioridades em 2020, bem como abrir canais de diálogo com lideranças políticas que integram o governo mas podem deixá-lo a qualquer momento como André de Paula, Felipe Carreras, Jarbas Vasconcelos, Raul Henry e Sebastião Oliveira, que detêm representatividade em Pernambuco.

Se continuar desarticulada, a oposição em Pernambuco poderá chegar ainda mais fragilizada em 2020 sobretudo na capital onde é o ponto de irradiação para um projeto consistente em 2022. Sem união, a oposição caminha para novas derrotas em Pernambuco.


Edmar Lyra


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