sexta-feira, 2 de agosto de 2019

PSD garante pré-candidatura de André de Paula 
A visita do prefeito do Recife, Geraldo Julio, ao deputado André de Paula e ao ex-ministro Gilberto Kassab na sede do PSD na última quinta-feira foi insuficiente para demover o partido de lançar uma pré-candidatura em 2020. Inclusive, a conversa entre Geraldo, Kassab e André teve caráter institucional, e o tema abordado foi única e exclusivamente o cenário nacional, o que desmancha a tese de que o encontro girou em torno da manutenção da aliança.

Ontem na Assembleia Legislativa de Pernambuco, mais uma vez o partido enalteceu a liderança de André de Paula, que já foi vereador do Recife, deputado estadual, deputado federal, secretário e candidato a prefeito em 1992. Além disso, ficou latente nos discursos que a pré-candidatura própria é pra valer.

Um pessedista em reserva relembrou episódios recentes que justificam a candidatura própria do partido em 2020, sobretudo na formação do segundo governo Paulo Câmara. Com o número de prefeitos, deputados estaduais e a votação obtida por André, o PSD merecia, segundo ele, um tratamento diferente do que foi dispensado pelo PSB, e por isso o partido não tem motivos para ter compromisso com quem não lhe trata como prioridade.

Ainda segundo ele, André de Paula ofertaria uma alternativa à oposição, pois é ficha limpa, tem credibilidade no meio político e sua candidatura a prefeito teria um impacto direto na redução do poderio do PSB, uma vez que incentivaria outras lideranças a fazerem o mesmo. O termo barriga de aluguel utilizado por um integrante do MDB ainda ecoa no PSD que sentiu o mesmo desrespeito do governo na demarcação dos espaços para aliados.

A candidatura própria a prefeito do Recife torna-se estratégica para o PSD que poderá apresentar uma chapa competitiva para vereador e ampliar a sua presença na capital pernambucana, bem como, em se tratando de uma eleição com ares de segundo turno, ter um nome do naipe de André de Paula na disputa poderá permitir que o partido sonhe efetivamente em ganhar a eleição numa segunda etapa, devido a pulverização de candidaturas que está se desenhando.


Edmar Lyra


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