domingo, 17 de novembro de 2019


Briga com o presidente Jair Bolsonaro fragiliza figura de Luciano Bivar
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Se já havia quem duvidasse da capacidade de Luciano Bivar em repetir a votação de 2018 em 2022, esta possibilidade foi sepultada com as recentes intrigas entre a cúpula do Partido Social Liberal e o núcleo duro da Presidência da República. Luciano Caldas Bivar é um empresário pernambucano, deputado federal entre 1999 e 2002, tendo concorrido sem êxito nas eleições de 2002 como suplente de senador na chapa de Carlos Wilson.

No pleito de 2006, Bivar foi candidato a Presidente da República, mas obteve o desempenho de apenas 0,06%. Em 2014, Bivar foi novamente candidato a deputado federal, mas obteve apenas 24.840 votos, ficando na primeira suplência do deputado Kaio Maniçoba(PHS) e assumindo em 2017 quando Kaio foi nomeado Secretário de Habitação de Pernambuco. Nas eleições de 2018, Bivar tentou ser o candidato único do candidato a presidente Jair Bolsonaro no estado, saltando de uma votação inexpressiva para robustos 117.943 votos válidos. 

Embora não tivesse o apoio de lideranças tradicionais, diversos apoiadores do presidenciável aderiram à campanha de Luciano Bivar devido à relação dele com Bolsonaro. Muitos, inclusive, apostavam que Luciano seria a voz do Planalto no estado, o que credenciaria sua figura para novas disputas eleitorais. Logo após a eleição e a posse em 2019, Bivar foi alçado ao cargo de Segundo Vice-Presidente da Câmara Federal, mas o prestígio durou pouco tempo. O processo de fritura se iniciou com investigações sobre o partido com relação às suspeitas de candidaturas laranja em 2018 e se agravou com o surgimento de rixas internas entre os deputados federais do partido e a equipe do presidente. Agora, Bolsonaro ja indicou o que antes era apenas especulação: sua saída do PSL e fundação de nova legenda. Somadas às declarações tempestuosas, há também a demissão ou substituição de aliados em cargos e posições de chefia do governo federal. 

O processo de fritura deve naturalmente levar os antigos apoiadores voluntários a debandar, além de interromper a campanha de filiação em massa que Bivar estava planejando para dar gordura à legenda. Por conseguinte, se quiser estar vivo no cenário político após um enfraquecimento tão drástico, Luciano Bivar deve correr para eleger prefeitos já em 2020, ou trabalhar para ser o nome de algum presidenciável que surja como novidade em 2022 em uma chapinha atrativa.


Escrito por Marcelo Velez / Blog Ponto de Vista


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