quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Divisão do PT novamente prejudica Marília Arraes 
O Partido dos Trabalhadores possui muitos adeptos em todo o Brasil, e em Pernambuco e mais precisamente no Recife, não é diferente. É de longe o partido que mais mobiliza pessoas em torno de um projeto. Por ser um partido de massas, o PT também tem seus contratempos e um deles é a histórica divisão interna que existe na sigla.

Não precisa ir muito longe para lembrar das disputas entre os grupos de Humberto Costa e João Paulo. Depois tivemos, com a ascensão de João da Costa ao cargo de prefeito, uma disputa interna que culminou na retirada do legítimo direito de reeleição do então prefeito que abriu espaço para a chegada de Geraldo Julio ao executivo da capital pernambucana.

Nas eleições de 2018, mesmo Marília Arraes bem posicionada nas pesquisas, acabou tendo sua pré-candidatura retirada em prol de uma aliança com o PSB. E em 2020, ao que tudo indica, haverá novamente muita confusão para decidir qual caminho o partido vai tomar. Qualquer que seja o desfecho, a divisão interna do partido tende a prejudicar politicamente e eleitoralmente as pretensões do PT em 2020.

O presidente do PT Recife, Cirilo Mota, afirmou em nota ao blog que a candidatura própria não traz nenhum benefício para o partido, pois impede negociações em várias cidades do estado com a Frente Popular. Para Cirilo, é mais importante que a esquerda esteja unida em torno do projeto maior que é a volta de Lula em 2022. A declaração do presidente municipal do PT mostra o quanto será difícil a construção de uma candidatura própria em 2020, pois não há unidade em torno de Marília Arraes, que seria a virtual candidata do partido à prefeitura do Recife.


Edmar Lyra


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