segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Miguel Coelho chega ao MDB para fortalecer o futuro do partido 
Último partido a governar Pernambuco antes da atual hegemonia do PSB, o MDB passou por momentos difíceis com a ascensão socialista ao Palácio do Campo das Princesas a partir de 2007. Ao longo dos anos o partido perdeu quadros, até que em 2018 foi prejudicado por uma batalha jurídica pelo comando da sigla entre os grupos dos senadores Fernando Bezerra Coelho e Jarbas Vasconcelos.

Em 2019 tivemos um entendimento entre os dois maiores líderes do partido, e chegaram à conclusão de que permanecer com a briga não seria bom para ninguém. A pacificação do partido, que é presidido pelo deputado federal Raul Henry, abriu caminho para a chegada de novos quadros e consequentemente deverá fortalecê-lo nas eleições de 2020, mas hoje haverá um grande ato que servirá como divisor de águas no futuro do partido que é a chegada do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho.

Jovem político, Miguel teve um mandato de deputado estadual e agora ocupa a prefeitura de Petrolina, onde tem uma expressiva aprovação e possui grandes chances de ser reeleito em 2020. Aos 29 anos de idade, Miguel tem um grande horizonte pela frente, inclusive tendo seu nome lembrado para disputar o Palácio do Campo das Princesas em 2022.

Na condição de emedebista, Miguel não só terá um grande partido para a reeleição em 2020 como se alcançar a reeleição, será lembrado pelas forças de oposição em Pernambuco para liderar uma alternativa do PSB em 2022, que deverá ter Geraldo Julio como candidato a governador. O ato de filiação de Miguel, que ocorre na capital do São Francisco, contará com a presença dos quadros estaduais e nacionais do partido, numa demonstração de prestígio do senador Fernando Bezerra Coelho, que é o principal aliado do presidente Jair Bolsonaro em Pernambuco.

Tornozeleiras eletrônicas – Nesta segunda-feira, 11, a Assembleia Legislativa de Pernambuco será palco de uma audiência pública para debater projetos de lei que estabelecem compensação financeira ao estado de presos que usam tornozeleira eletrônica. Os projetos são de autoria dos deputados Delegado Erick Lessa e Gustavo Gouveia. 

A cobrança será somente aos presos que tiverem condições financeiras para arcar com o custo mensal do equipamento, da ordem de R$ 236,50, projetando uma economia de mais de R$ 11 milhões. A ideia favorecerá a ressocialização, sobretudo dos apenados com menos recursos financeiros, já que o dinheiro atualmente gasto com as tornozeleiras deverá ser investido no próprio sistema penitenciário.


Edmar Lyra


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