segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Oposição emite sinais de desencontro para 2020
Desde a chegada de Eduardo Campos em 2006 ao governo de Pernambuco que a Frente Popular venceu todas as disputas majoritárias tanto no estado quanto no Recife e o atual grupo oposicionista saiu completamente fragilizado das eleições.

Passados 13 anos da chegada do PSB ao Palácio do Campo das Princesas, há uma natural fadiga de material que já foi sentida nas eleições de 2018 quando Paulo Câmara teve uma vitória apertada para o governo. Porém, o que poderia ser um incentivo para a oposição, ao que parece, o grupo pretende insistir nos erros e sofrer nova derrota em 2020.

A julgar pela declaração do ex-senador Armando Monteiro, que contestou a tese defendida por Fernando Bezerra Coelho de uma candidatura do MDB a prefeito encabeçada por Raul Henry. Ora, Fernando é filiado ao MDB e nada mais natural do que ele defender que seu partido apresente um projeto próprio para o Recife. Mais do que isso, integrante da Frente Popular desde 2014, a candidatura própria do MDB emitiria um sinal de fragilidade do PSB com a debandada de aliados importantes.

Em vez de incentivar rupturas na Frente Popular no intuito de fortalecer a oposição, Armando Monteiro prefere enaltecer candidaturas que já tiveram a oportunidade de disputar a prefeitura do Recife e foram sumariamente derrotadas pela Frente Popular como Mendonça Filho (2008 e 2012), Daniel Coelho (2012 e 2016) e Priscila Krause (2016). 

Armando cai em contradição ao dizer que não deve se discutir nomes e sim um projeto para a cidade, mas cita Mendonça, Daniel, Priscila, Silvio Costa Filho e Marco Aurélio como possíveis candidatos. Ter um projeto para o Recife é elementar, mas o nome a ser apresentado não só precisa unir parte da oposição como principalmente atrair quadros e partidos governistas, coisa que nem Mendonça nem Daniel, por exemplo, conseguirão fazer.

Faltando cerca de oito meses para a definição das candidaturas a prefeito do Recife, a declaração de Armando Monteiro serve para fragilizar ainda mais a oposição e desencorajar nomes que estão na Frente Popular de romper com o PSB porque não vislumbram futuro no projeto da oposição.


Edmar Lyra


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