sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Em Palmeirina-PE, Professores estão há vários meses sem receber salários

Se o ano de 2019 não foi bom para a classe trabalhadora em todo Brasil, na cidade de Palmerina, interior de Pernambuco, a situação é pior do que possamos imaginar. Ao receber inúmeras denúncias sobre a educação no município, constatamos que os(as) professores(as) estão com meses de salários atrasados.

Soma-se a esse caos, os(as) professores(as) aposentados(as) que já não recebem seus rendimentos por cinco meses. O pior é que a prefeitura tem dinheiro nos cofres públicos, mas, inexiste a vontade de fazer o pagamento aos educadores(as) ativos(as) e inativos(as).

Conversando com alguns moradores sobre a situação dos(as) professores(as), a diretoria do sindicato ouviu relatos preocupantes, feito por pais e familiares de estudantes das escolas municipais. Uns alegaram que o não pagamento dos salários dos(as) professores(as) se configura como uma tática do poder municipal, visando exterminar a educação na cidade (ressaltou sobre o fechamento, sem justa causa, de uma creche), como também, os próprios professores e professoras, tidos como inimigos(as) declarados da gestão.

Já comentam na região, que Palmerina é, sem dúvida, a pior cidade para um(a) professor(a) trabalhar, pois o centro das políticas públicas do município, considera a educação como a sua maior inimiga. É o que nos relatou uma fonte, que não quis se identificar, mas que teve informações privilegiadas sobre fatos e decisões tomadas pela própria secretaria de educação.


“Uma das lutas dos(as) educadores na cidade era pelo cumprimento do Plano de Cargos e Carreiras, por parte da prefeitura, porém, a situação ficou ainda pior, pois agora, o que pleiteamos é o recebimento dos nossos vencimentos”, ressaltou uma professora, que também não quis ser identificada, devido ao ambiente de medo e opressão instituído pelo poder público local.
Um estado lamentável e preocupante! O Sinpro Pernambuco, na intenção de proteger os direitos e as garantias dos(as) professores(as), bem como, na defesa incansável por uma educação pública de qualidade, já está mobilizando seu setor jurídico para levar essas denúncias aos órgãos de fiscalização competentes, a fim de que se regularize, a situação salarial da categoria.


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