domingo, 27 de dezembro de 2020

Zé Múcio, Jesus e Barrabás
Em 2006, a convite do ex-prefeito de Belém de Maria, Rolph Casale, fui participar de uma palestra com o então candidato José Múcio Monteiro que à época estava pleiteando o cargo de deputado federal pela quinta vez. Eu já tinha ouvido falar de José Múcio e tinha o visto em comícios umas duas vezes no ano de 2004. Naquele ano era diferente! Ele estava falando para uma plateia de professores e profissionais de educação e falou da importância do voto.

Disse ele que antigamente, Deus era quem escolhia os governantes que iriam comandar o destino das nações. Citou passagens bíblicas do profeta Samuel quando esse ungiu o Rei Saul e depois, o Rei Davi.

"Mas teve um momento da história que Deus disse: Agora não será mais comigo, a partir da agora o povo irá escolher" E disse que Deus escolheu como data de inauguração da democracia justamente o julgamento de Jesus, seu filho, contra Barrabás.

"A quem vocês querem que eu solte, a Jesus ou a Barrabás?" indagava Pilatos. E a multidão gritava:Barrabás!Barrabás" "Mas Barrabás é um ladrão, dizia Pilatos, ao que a multidão gritava ainda mais por sua liberdade. E a Jesus? Crucifica-o" encerrou o exemplo.

"Nem sempre às escolhas que fazemos são as mais corretas, mas somos obrigados a arcar com suas consequências. Se hoje nós temos pessoas de índole duvidosa na política devemos refletir: Quem os colocou lá?" encerrou aquela palestra, sendo ovacionado.

Daquele dia em diante quando alguém me falava alguma coisa ou eu lia alguma matéria sobre José Múcio Monteiro, era difícil não lembrar de Jesus e Barrabás.


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