terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Lira e Pacheco devem avançar com reformas em Brasília
Na semana passada, o Palácio do Planalto obteve uma expressiva vitória no Congresso Nacional, com a eleição do deputado Arthur Lira para a presidência da Câmara dos Deputados e a de Rodrigo Pacheco para a presidência do Senado. Com dois aliados no comando das duas casas, o presidente Jair Bolsonaro terá grandes chances de avançar com as pautas de interesse do seu governo, como a reforma tributária e a reforma administrativa, que darão uma nova dinâmica ao país.

O presidente Arthur Lira já mostrou seu cartão de visitas com a votação do projeto de autonomia do Banco Central, que consiste em mandatos de quatro anos para a diretoria do Bacen, evitando ingerências do governo e garantindo uma maior liberdade para que a instituição possa atuar, isso permite maior credibilidade no mercado internacional, ajuda a reduzir a inflação e pode resultar em juros menores, diminuindo consequentemente a dívida do governo.

Se a pauta de reformas avançar nos próximos meses, como está precificado pelo mercado financeiro, o governo Bolsonaro poderá reduzir os impactos econômicos da pandemia e com isso ter um ambiente político mais favorável ao Palácio do Planalto, o que igualmente ajudará o presidente da República em seu projeto de reeleição.

Trancamento – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o trancamento de ação penal movida pelo bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, contra o ex-candidato a presidente Haddad (PT), por supostas injúria e difamação. Em entrevista concedida durante a campanha de 2018, o então candidato afirmou que Jair Bolsonaro representava “o casamento do neoliberalismo desalmado representado pelo Paulo Guedes, que corta direitos trabalhistas e sociais, com o fundamentalismo charlatão do Edir Macedo”. Com a decisão, Haddad fica livre da ação.

Imprensa – O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) recebeu uma representação da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) contra o procurador-geral da República, Augusto Aras. O documento pede o afastamento imediato de Aras sob a acusação de suposta prevaricação. O documento aponta que Aras supostamente protege o Governo Federal e a família Bolsonaro, ferindo as normas constitucionais.


Blog Edmar Lyra

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